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A Pequena Reikiana

Um blog de uma reikiana em constante aprendizagem...

A Pequena Reikiana

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Outra vez a dificuldade dos princípios do Reiki...

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Sim, é verdade. Aqui estou eu com mais um dilema nos princípios do Reiki. Desta vez é o "Só por hoje, sou grato pelas minhas várias bênçãos".

 

Até parece fácil de aceitar, mas, pensando bem, como podemos aceitar certas coisas que nos acontecem na vida? Como aceitar, por exemplo, o falecimento de um familiar, amigo ou animal de estimação? É difícil, certo?

 

Segundo os princípios do Reiki, devemos aceitar essas "bênçãos" porque nos irão tornar mais fortes, ensinar algo ou servir para crescermos. Acredito. Já passei por isso e sei que assim é. Mas custa. Custa muito e na altura em que algo nos acontece, não conseguimos agradecer. Só conseguimos perguntar "porquê?" e a raiva e tristeza falam mais alto. É inevitável.

 

É fácil aceitar as coisas boas que a vida nos dá. Se nos sair o Euromilhões, somos gratos. Se tivermos uma boa notícia, somos gratos. Se temos saúde, somos gratos. Se temos um trabalho fixo, somos gratos. E por aí fora.

 

Mas e as difíceis? Como agradecer as coisas más que nos acontecem ou o mal que alguém nos faz? Como ser grato ao Universo quando parece que o Universo está contra nós?

 

Muitos nos dirão: "tudo acontece por um motivo", "tens alguma lição para aprender com isso", ou "é karma". Quantos de nós já não ouvimos isto? Eu pelo menos ouvi. E aceito. E entendo. Mas custa. Custa muito ser grata por isso, porque isso nos magoa na altura, faz-nos sofrer e, às vezes, até entrar em depressões ou estados emocionais bastante complexos.

 

Custa ser grata por algo que me faz mal. Mas sei que isso, realmente, me faz crescer. Até hoje, tudo o que de mal me aconteceu fez-me ver a vida de outra forma, fez-me crescer, fez-me ser mais justa, fez-se ser mais benevolente com os outros e a ter consciência de que o mundo não é cor-de-rosa, nem que toda a gente é o que parece. Fez-me ver mais do que os meus olhos enxergam.

 

Mas também me fez sofrer, fez-me chorar, fez-me entrar em depressão, fez-me questionar o porquê de tanto sofrimento, fez-me questionar o porquê de viver. Fez-me questionar tudo. E essas questões fizeram de mim o que sou hoje. Na verdade, foi o sofrimento que me levou à mudança. Foi o sofrimento e o questionamento constante do "porquê" que me levou a libertar-me da "nuvem negra" que por cima de mim pairava.

 

Desta forma, colocando numa balança, o que terá mais peso, o sofrimento, ou o crescimento que dele advém? Se calhar, até pode ser o sofrimento, mas acredito que o crescimento é contínuo e que o sofrimento não. E é desta forma que consigo lidar com este princípio. Esperando que o melhor estará para vir.

 

E é isso que me dá alento para continuar, com força, a combater tudo e todos que me faz mal. E a ser grata por isso. Pelo menos, a tentar.

 

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