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A Pequena Reikiana

Um blog de uma reikiana em constante aprendizagem...

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Existe, realmente, um destino para cada um de nós?

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Há uns tempos, desafiaram-me para falar sobre o tema do destino, se realmente existiria um destino traçado à nascença para cada um de nós e o que isso implica na nossa vida. Sendo um tema que me fascina, aceitei o desafio e aqui deixo a minha opinião, pessoal, sobre o assunto, na esperança de que não fique demasiado confuso.

 

Sempre acreditei que existe um destino para cada um de nós. Acredito que ao nascermos trazemos um destino traçado, uma linha que nos indica o caminho que devemos seguir. Mas vejo essa linha do destino como uma teia de uma aranha (que rica comparação para quem nem gosta de aranhas...). E explico o porquê.

 

Para mim, ao nascermos, trazemos connosco os nossos karmas, e as consequentes ligações kármicas que possam existir, bem como as nossas aprendizagens de vidas anteriores. Tudo isso acaba por nos definir enquanto seres humanos nesta vida. A meu ver, é por isso que gostamos de certas pessoas ou coisas e nem sabemos bem porquê, é por isso que temos um fascínio por um país em particular, por exemplo, sem nunca lá termos ido. E o mesmo se aplica a fobias, medos ou situações e locais que nos fazem sentir desagradáveis mas não conseguimos explicar o porquê.

 

Partindo deste princípio, seria de esperar que, então, quando nascemos, teríamos um destino traçado que nos iria obrigar a seguir um caminho para que possamos realizar tudo o que devemos para ultrapassar e limpar os nossos karmas e transformá-los em aprendizagens. Seria de esperar que cada pessoa que conhecemos e cada situação que nos acontecesse estivesse já "planeada" no nosso destino. Mas não é bem assim.

 

Claro que as pessoas aparecem na nossa vida por algum motivo, não tenham dúvidas disso. Claro que nascemos numa certa família por um motivo específico e que temos obstáculos e desafios constantes por um motivo. Mas tudo isso pode ser visto de diversas maneiras, e a forma como lidamos com isso também.

 

Da mesma forma que quando estamos perdidos e encontramos uma encruzilhada temos de decidir se vamos pela esquerda ou pela direita, o mesmo se passa na nossa vida. Ao nascermos, acredito que temos um destino para cumprir. Mas temos o livre arbítrio, essa coisa que nos atrapalha o caminho que devemos seguir mas que, sejamos honestos, também torna a vida mais divertida, pois sem ele seriamos apenas meros bonecos de uma história já pré-definida. Que piada teria isso?

 

É o livre arbítrio que nos faz escolher o caminho a seguir. E o caminho que escolhemos até pode ser o contrário ao que era suposto para nós. Mas somos nós que temos nas nossas mãos essa decisão e somos nós também que levamos com as consequências de cada ação e decisão que tomamos na nossa vida.

 

E é aqui que entra a teia de aranha que falei em cima. São várias linhas que se unem, são vários caminhos que acabam por ir dar ao mesmo sítio, mas podemos escolher uma linha ou outra. Podemos até andar constantemente às voltas, a saltar de linha para linha, mas andamos sempre por ali... perto do nosso destino, porque ele vai-nos dando pistas, temos somente de estar atentos aos sinais para as compreender. E, se quisermos, aceitar.

 

É por este motivo que não acredito em previsões para o futuro a longo prazo. Podemos ter um futuro definido até, planeado por nós, que nada tenha a ver com o suposto destino que nos estava destinado (peço perdão pela redundância) mas qualquer mudança, qualquer escolha que façamos no nosso dia a dia, vai influenciar esse mesmo futuro e alterá-lo para sempre.

 

Contudo, também acredito que o Universo nos vai dando os tais sinais se estamos no caminho certo para nós ou não. E continuará a dar até entendermos. Podemos ver ou não, podemos aceitar ou não, mas teremos sempre essa possibilidade, o nosso livre arbítrio. 

 

Por isso, em resumo, sim, acredito no destino. Acredito que algumas coisas estão realmente destinadas a acontecer. Mas também acredito que somos nós que ditamos o nosso próprio destino com as nossas escolhas diárias e que isso nos torna não dependentes de algo, mas intervenientes.

 

E agora que dei a minha opinião, quero ler a vossa. Acreditam no destino?

 

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