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A Pequena Reikiana

Um blog de uma reikiana em constante aprendizagem...

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Desmistificando a radiestesia

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Depois de muitas dúvidas e pedidos, decidi que seria benéfico escrever um pouco sobre o que é e como funciona a radiestesia. Sendo este um tema que me fascina bastante, e havendo tanto para aprofundar, tentei ser o mais clara e concisa possível, esclarecendo ao máximo mas sem me alongar muito. Por isso, este texto apenas se irá focar na radiestesia, seguindo-se um próximo apenas sobre o pêndulo.

 

Apesar de não ser oficialmente reconhecida como ciência, a radiestesia é praticada desde a antiguidade, tendo mesmo sido encontrados pêndulos semelhantes aos que hoje são usados no antigo Egito. Foi proibida durante a Idade Média, por ser considerada como bruxaria, mas acabaria por ser retomada durante o Renascimento. Contudo, é durante os séculos XVIII e XIX que a sua prática se difunde, mantendo-se até aos dias de hoje.

 

Contudo, o termo "radiestesia" surgiu apenas no início do Século XX, quando o abade francês Alexis Bouly (1865-1958) inventou essa designação, tendo por base os termos radius (do latim, que significa raio) e aisthêsis (termo grego que significa sensibilidade ou perceção). Assim, pode-se dizer que a radiestesia é a sensibilidade ao raio, ou à energia que está constantemente ao nosso redor e em tudo o que existe.

 

Para mim, uma das melhores definições do que é a radiestesia foi dada por José Medeiros, que a explicou da seguinte forma. "A radiestesia é uma técnica muito antiga, que permite a algumas pessoas, com capacidades naturais ou desenvolvidas, detetar, sentir e interpretar, com ou sem instrumentos auxiliares, as energias geradas e irradiadas pelos seres e pela matéria que constitui o nosso mundo".

 

Basicamente, e muito resumidamente, é isso mesmo. A radiestesia pode ser usada por qualquer um, desde que tenha os conhecimentos, as ferramentas e a mente aberta para tal.

 

Primeiramente, a radiestesia era usada para detetar bolsas ou correntes de água subterrâneas, detetar minerais ou procurar objetos perdidos, sendo usadas, maioritariamente, varas de madeira para esse efeito. Mais tarde, outro francês, o abade Aléxis Mermet (1866-1937), filho e neto de radiestesistas, aprofundou o uso da radiestesia como método de diagnóstico médico e publicou aquela que, ainda hoje, é considerada uma das obras mais importantes sobre a radiestesia, a "Maison de la Radiesthesie".

 

Desta forma, passou-se a utilizar a radiestesia também de forma terapêutica, para ajudar a encontrar alterações do equilíbrio físico, mental, emocional ou espiritual. Isto abriu novas possibilidades e começou-se a verificar que servia muitos outros propósitos.

 

Atualmente, encontram-se várias utilidades para a radiestesia, como a escolha de alimentos específicos em função das características de cada pessoa, dependendo do seu equilíbrio em determinado momento, podendo ajudar a identificar, assim, carências ou excessos na alimentação. Da mesma forma, pode ser utilizada para assuntos pessoais ou profissionais ou para verificar possíveis alterações energéticas de ambientes ou zonas específicas.

 

E é aqui que entra o pêndulo, um objeto fascinante que num próximo artigo irei abordar com mais pormenores, explicando como funciona e quais os cuidados a ter.

 

Para terminar, a radiestesia é algo que considero bastante útil para qualquer terapeuta, seja de reiki ou de qualquer outra terapia complementar, assim como para qualquer pessoa, que pode usar no seu dia a dia, para questões rápidas. Contudo, é algo que deve ser aprendido e compreendido na sua totalidade para não se incorrer em enganos.