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A Pequena Reikiana

Um blog de uma reikiana em constante aprendizagem...

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Algumas das alterações depois de sermos iniciados

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Há uns tempos, uma amiga minha desafiou-me a escrever sobre as mudanças sentidas após a iniciação no Nível III. Na altura, achei que não era o momento ideal, principalmente porque era muito recente e eu própria ainda estava a tentar compreender tudo o que estava a acontecer. Mas agora, passado algum tempo, começo a entender cada vez mais essas mudanças, e a entender que são, realmente, progressivas e que continuarão durante toda a vida.

 

De facto, percebi que o Nível III nunca acaba para um reikiano. Podem passar meses, anos, e continuamos a aprender. O processo é esse mesmo, agora entendo. Continuar sempre a aprender mais e mais, seja sobre vários assuntos seja sobre o próprio processo que cada um de nós passa após essa iniciação.

 

Neste texto, decidi falar sobre uma das principais alterações de comportamento que senti após o Nível III de Reiki. Foi algo gradual, que, vendo bem, até começou no Nível II, mas que tomou proporções gigantescas após o Nível III. Falo da minha dificuldade em me calar, em guardar as coisas para mim, em não dizer aos outros o que penso.

 

Tenho tentado lutar, sem sucesso, contra isso. Tenho tentado aprender a estar mais calada, mas sendo eu uma pessoa que sempre teve o coração perto da boca, parece que fiquei pior. Mas o engraçado, se é que algo nisto é engraçado, é que apenas me acontece isto quando algo me tira realmente do sério ou quando uma situação ou uma pessoa reage de forma menos positiva para comigo ou me magoa de alguma forma.

 

Ultimamente, se alguém me fizer algo, ao contrário de guardar para mim ou simplesmente tentar ignorar, sinto uma enorme necessidade de "deitar tudo cá para fora" e, na verdade, só consigo ficar bem e me recompor depois disso acontecer. Sinto uma enorme necessidade de dizer o que sinto, o que me magoa, o que penso sobre certos assuntos, mesmo que, por vezes, até possa ser bastante dura ao me pronunciar. Mas sinto essa necessidade, é algo físico, que enquanto não sai não me deixa descansar.

 

Não acontece com toda a gente. Há aquelas pessoas que simplesmente ignoro, não dou importância e continuo a minha vida. O problema são os que estão mais próximos, os que gosto, os que me acompanham nesta jornada. É com esses que sinto esta necessidade, como se só depois disso conseguisse voltar a ser eu própria. Após dizer tudo o que "está entalado", fico bem, fico em paz.

 

Não sei se isto acontece com mais reikianos, mas parece que o meu chakra da garganta está "on fire" e não consegue mais "fechar-se" por muito que eu tente. Se me tem trazido alguns dissabores? Tem, sem dúvida. Principalmente porque a maioria das pessoas não está habituada a ouvir certas verdades na cara. Mas sei que é necessário, já compreendi que, para mim, é necessário e benéfico. E quem está à minha volta, terá de se habituar a essa mudança que parece que chegou para ficar.

 

 

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