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A Pequena Reikiana

Um blog de uma reikiana em constante aprendizagem...

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A saúde mental em Portugal

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Saiu, no passado dia 2 de fevereiro, uma entrevista do bastonário da Ordem dos Psicólogos, Francisco Miranda Rodrigues. Confesso que, sendo este um tema que me suscita sempre atenção, li a entrevista, mas, a meio, fiquei algo irritada. Passo a explicar.

 

Durante a referida entrevista, que pode ser lida aqui na íntegra, o bastonário começa por admitir que a saúde mental é "há muito tempo o parente pobre do investimento em saúde em Portugal". Até aqui, nada de novo.

 

Continuando a ler, vemos que Francisco Miranda Rodrigues afirma que "praticamente 65% das pessoas com perturbações moderadas a nível mental" e "mais de 30% das perturbações mais graves, não recebem os cuidados de saúde mental adequados". E isso preocupa-me. Preocupa-me porque temos um Serviço Nacional de Saúde que não garante quase nenhum apoio a uma fatia tão grande da população.

 

E esse facto é referido pelo entrevistado, que diz mesmo que "o problema, muitas vezes, é a falta de recursos financeiros, ou seja, se não temos esses serviços de psicologia disponíveis ao nível do Sistema Nacional de Saúde, apenas os portugueses com maior capacidade financeira os conseguirão, e no privado, ou aqueles que têm comparticipações que lhes permitam esse acesso".

 

Como se já não bastasse isto, o bastonário da Ordem dos Psicólogos, questionado sobre o facto de várias patologias como o stress, a depressão ou a ansiedade, serem, quase sempre, tratadas pelos médicos de família com fármacos, admitir que isso pode trazer consequências e riscos à saúde das pessoas.

 

Ora, se o próprio bastonário da Ordem dos Psicólogos vê riscos na prescrição generalizada de fármacos para tratar este tipo de patologias, não há aqui qualquer coisa que está errada? Ele próprio afirma "estamos com a situação completamente invertida face àquilo que deveria ser a realidade". E aqui tenho de concordar. Estamos, realmente, a fazer tudo ao contrário.

 

Claro que os medicamentos são necessários. Em vários casos, são fundamentais até. Mas noutros casos não. E estamos a "viciar" uma sociedade inteira em antidepressivos, calmantes e ansiolíticos. E isso não me parece correto.

 

Eu própria, que usei e abusei de ansiolíticos, confesso, não considero normal que tanta gente ande sempre a tomar este tipo de medicamentos para poder ter uma vida minimamente normal. Se em algumas patologias isso é necessário, noutras não faz qualquer sentido e aqui entram as medicinas alternativas. As tais medicinas que tanto me ajudaram e que me fizeram reduzir incrivelmente o uso de medicamentos.

 

Mas, durante toda a entrevista, não houve uma única referência às medicinas alternativas ou complementares. O que não me surpreende... infelizmente. Apenas demonstra que os próprios psicólogos não querem que tratamentos como o Reiki sejam conhecidos e divulgados. Porque não dizer, como noutros países, para as pessoas experimentarem? Não é melhor aceitar o que existe à nossa volta do que continuar a prejudicar a saúde das pessoas e encher os bolsos das farmacêuticas?

 

São este tipo de coisas que me tiram do sério. É ver pessoas que têm cargos onde realmente podem fazer algo de diferente, a não fazerem rigorosamente nada. Admitirem que a saúde mental em Portugal está mal, que mais de metade da população portuguesa necessita de medicamentos todos os dias por questões mentais, admitir que esse uso excessivo de fármacos tem riscos, mas não fazer nada em relação a isso. Apenas falar que são precisos mais psicólogos.

 

Certo, concordo. São necessários mais psicólogos. Mas... muitas vezes os psicólogos não têm a capacidade de nos tirar os problemas de cima. Passamos para os psiquiatras. E aí, é quase certo que entram os medicamentos. É um ciclo vicioso que só pode ser quebrado se o paciente decidir, por sua própria vontade, seguir outro caminho e procurar ajuda alternativa.

 

Se o Serviço Nacional de Saúde já admitisse as medicinas alternativas e complementares como algo real, talvez esta situação, e esta entrevista, fossem totalmente diferentes.

 

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