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A Pequena Reikiana

Um blog de uma reikiana em constante aprendizagem...

A Pequena Reikiana

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Estaremos nós a dar cabo do Reiki?

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No outro dia estava a ler um livro e deparei -me com uma frase que me deixou a pensar durante bastante tempo e que, consequentemente, me fez voltar a escrever ao fim de meses. (Há várias explicações para a ausência de textos, mas penso que ninguém está interessado nisso agora).


A frase era simples. Dizia apenas isto. “É o mesmo tipo de coisa que originou a queda do Reiki por água abaixo. Tanta gente tentou pôr-lhe o seu ‘selo’ pessoal, lançando as suas próprias ‘características’, adicionando, alterando ‘melhorando’, que é muito difícil encontra-lo hoje na sua pureza e na sua forma original”.


Claro que retirado do contexto parece algo para denegrir o Reiki mas garanto-vos que não é de todo o caso. A frase faz todo o sentido dentro do contexto, mas, mesmo retirando do contexto, continua a fazer todo o sentido, pelo menos para mim.


Não é novidade que sou contra as inúmeras vertentes, e são mesmo muitas, que existem do Reiki. Há Reiki disto, Reiki daquilo, Reiki daqueloutro… enfim, um sem número de “reikis” que no fundo são exatamente o quê? Tentativas de melhorar ou alterar algo que não pode nem deve ser alterado.
Com certeza que se está aqui, já ouviu falar de vários tipos de Reiki. Claro que há as vertentes, não é disso que se trata aqui. O que o autor do livro, e eu concordo, diz, é que há uma certa tendência para “inventar” novas formas de reiki, misturando com outras técnicas, outros conhecimentos e dando um nome todo pomposo que, sejamos honestos, não entendemos sequer por vezes o que pretende ser.


Reiki é uma coisa. Ponto. Não devemos andar a brincar às experiências e a ver o que dá mais lucro. Sim, porque, para mim, essas tentativas de “reikis” de nomes estranhos não passam disso. Tentativas de aumentar o lucro numa época em que as medicinas new age estão na moda e, como qualquer negócio, há que inovar para atrair.


Mas no Reiki não deve funcionar assim a meu ver. Daí que tenho de concordar totalmente com a frase que acima coloquei. O Reiki entrou em declínio sim, e por culpa dos próprios reikianos que tentaram alterar algo que não deve nem pode ser alterado, volto a frisar.


O mais engraçado, ou não, é que eu tenho a certeza do que estou a dizer por experiência própria. Não que tenha inventado um Reiki XPTO, longe disso, mas cheguei a colocar de certa forma algo pessoal nas minhas sessões. E qual foi o resultado? Posso garantir que nenhum. Pelo contrário, senti que as sessões eram menos proveitosas e menos benéficas para os pacientes. Por isso deixei de o fazer, e decidi que a energia sabe exatamente o que fazer, só temos de nos ligar a ela e deixar que flua naturalmente.


Claro que cada terapeuta ou mestre tem as suas preferências, segue a sua intuição e não concordo que devemos seguir as regras à risca. Só porque nos dizem que algo deve ser feito assim não devemos dar isso como certo. Se durante uma sessão sentimos que algo deve ser feito de diferente, devemos seguir essa intuição sim, e posso garantir que os resultados os vão surpreender. Mas isso é diferente de, à partida, querer fazer um tipo de Reiki diferente, mais moderno, adaptado, melhorado, ou o que lhe quiserem chamar.

 

Ao fazer isso, perde -se a essência. Perde -se o verdadeiro fluxo de energia que é suposto existir numa sessão. Perde -se o Reiki. E passa a ser outra coisa qualquer, menos Reiki.


Reiki é energia, é o fluxo de energia, e a energia sabe o que fazer, não temos de nos preocupar em direcionar. Apenas canalizar. O resto, acontece naturalmente, e a isso, sim, chama-se Reiki.