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A Pequena Reikiana

Um blog de uma reikiana em constante aprendizagem...

A Pequena Reikiana

Um blog de uma reikiana em constante aprendizagem...

Não há coincidências

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Se nunca fui pessoa de acreditar muito em coincidências, hoje, tenho a certeza que elas não existem. Nada na nossa vida acontece por mera coincidência. Rigorosamente nada.

 

Não há coincidências. Simplesmente, não há. Não há uma única situação na nossa vida que não faça sentido de alguma forma, que não tenha servido para algo ou para aprendermos alguma coisa. Não há uma única pessoa que tenha entrado na nossa vida que não viesse com um propósito, mesmo que ainda não o tenhamos descoberto.

 

Cheguei à conclusão que tudo o que acontece na nossa vida tem um motivo, um propósito. Tudo! Aquela pessoa que conhecemos por acaso e que sentimos uma ligação que não conseguimos explicar, aquela pessoa que conhecemos há imensos anos e que, mais tarde, nos apresentou alguém quando precisávamos exatamente de uma pessoa assim, ou aquele colega com quem trabalhamos durante um tempo e que desapareceu para, mais tarde, aparecer na altura exata em que fazia sentido porque passava por algo semelhante ao que estavamos a passar...

 

Se fizermos uma análise a todos os nossos relacionamentos, veremos que todos acabam por ter um motivo. Mesmo aqueles menos bons, porque também existem e não os podemos menosprezar, tiveram a sua razão. Aprendemos, garantidamente, algo com isso ou, pelo menos, serviram para conhecermos e darmos mais valor a quem apareceu a seguir.

 

O mesmo se passa com pequenas coisas que nem nos apercebemos do dia a dia. Ainda no outro dia, estava à procura de livros sobre um determinado tema... Escolhi dois. Um deles, aquele com que eu mais estava entusiasmada, acabou por não chegar a casa porque estava esgotado. O outro, que me chamava menos a atenção, e que, provavelmente, iria esperar um bom bocado até ser lido, acabou por ser o livro que eu tanto precisava naquele momento.

 

Ou seja, se o livro que eu queria mesmo ler não estivesse esgotado, eu ainda não teria lido as palavras que me tocaram, que me inspiraram e, principalmente, que me ajudaram a atravessar determinada situação que me estava a prejudicar a vários níveis. Coincidência? Não me parece.

 

Parece-me que o Universo, de uma maneira que cada vez me surpreende mais, voltou a fazer das suas. Voltou a colocar-me perante o que eu precisava mesmo naquele momento. E se precisava! Sou grata, muito grata por isso e, principalmente, por ter entendido a mensagem.

 

O mesmo se tem passado com certas pessoas. Desde há uns tempos para cá, têm chegado até mim diversas pessoas, mas diria que a maioria tem algo em comum. Algo em comum entre elas e algo em comum comigo própria. Coincidência? Claro que não! É simplesmente mais um alerta para o que eu precisava de prestar atenção, de aprofundar, de aprender para me ajudar a mim e aos que me procuram.

 

Ninguém entra na nossa vida por acaso. Ao longo destes anos tenho visto isso a acontecer constantemente. Cada pessoa que entra na minha vida tem um motivo. Seja bom, seja mau, mas o motivo está lá. Só temos de o descobrir e aprender com isso. E selecionar os que ficam e os que vão.

 

 

Depois da tempestade vem a bonança

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Esta é uma daquelas frases feitas que tantas vezes ouvimos mas, na realidade, faz todo o sentido. Depois de uma enorme tempestade, com chuva, trovoada ou granizo, aparece um dia de sol radiante que nos faz logo levantar o ânimo.

 

O mesmo acontece dentro de nós. Quando vamos abaixo, seja porque motivo for, erguemo-nos sempre mais fortes do que quando caímos. Os problemas podem ser dolorosos, podem-nos deitar abaixo, podem-nos levar até a sintomas depressivos, mas quando, finalmente, encontramos o sol dentro de nós, parece que a vida ganha outro brilho.

 

Muitas vezes a maior dificuldade é mesmo encontrar o sol, a saída, a luz ao fundo do túnel para o que nos preocupa ou nos enche a mente com dúvidas. Problemas e desilusões vão sempre acontecer. Da mesma forma que a chuva é necessária, também o nosso choro o é.

 

Às vezes, é preciso chorar, chorar muito, limpar totalmente o nosso coração de todas as mágoas, de todas as desilusões, de todos os problemas criados por nós ou pelos outros mas que nos afetam diretamente. Às vezes, é preciso chorar sozinho, pensar, voltar a chorar, até encontrar uma saída. Outras vezes, pode ser alguém próximo, ou menos próximo, que nos dá aquele empurrão que estamos a precisar no momento exato. Mas, diria que, na maioria das vezes, senão sempre, está tudo dependente de nós próprios.

 

Só nós conseguimos sair do buraco onde nos metemos tantas vezes porque ninguém nos conhece melhor do que nós mesmos. Ninguém, por mais que tente, se consegue colocar na nossa posição e entender o que sentimos, mesmo que tenha passado por uma situação idêntica. Isto porque cada pessoa tem a sua personalidade, a sua forma de ver a vida, e, como tal, os sentimentos, mesmo para uma situação semelhante, são totalmente diferentes de pessoa para pessoa.

 

Quando achamos que alguém nos ajudou a sair ou a resolver um problema ou uma situação, isso até é verdade. A pessoa esteve lá, disse o certo no momento certo, mas, se nós não estivermos já predispostos a sair e a resolver, de nada servirão as palavras ou atitudes dos outros.

 

Por isso, quando se encontrarem nesse buraco profundo, quando virem a vida negra e quando a tempestade vos afetar, lembrem-se sempre que a bonança está a chegar. Só têm de deitar cá para fora tudo o que precisam para limpar, como se estivessemos cheios de nuvens que precisam de sair para que possamos ver, novamente, o sol.

 

Momentos...

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Há momentos para tudo. Momentos para dar o que de melhor temos, mas também momentos para nos recolhermos e colocarmo-nos em primeiro lugar. E se não tivermos esses momentos, nunca conseguiremos estar totalmente bem.

 

Este texto é precisamente para explicar a minha ausência. Desde que criei o blog, nunca estive tanto sempre sem escrever. E, muitas vezes, não é por falta de temas ou de inspiração. São muitos os textos nos rascunhos, à espera de serem publicados, mas sinto sempre que ainda não é o momento.

 

Ou porque o tema é complicado e quero ter a certeza que está bem explicado, ou porque é demasiado pessoal ou, simplesmente porque tenho tanta coisa na cabeça que acabo por os deixar ficar para outra altura... E acabei por perceber (da pior maneira, como sempre), que manter tanta coisa, conciliar tudo, estar constantemente à procura de novas informações e estudar mais profundamente outros temas e ainda ter tempo para mim está a ser muito difícil neste momento e que está a prejudicar-me tanto a mim como a quem tento ajudar.

 

Por isso, decidi ouvir os meus próprios conselhos e descansar um bocadinho. Colocar as ideias em ordem, definir prioridades e, principalmente, colocar-me a 100 por cento para que possa estar a 100 por cento para quem me procura. Acima de tudo é isso que sinto. Que não estou a conseguir ajudar a 100 por cento todos os que me procuram e isso sim está a preocupar-me.

 

Como tantas vezes digo, um bom terapeuta tem de estar bem para poder tratar dos outros. E é isso que estou a tentar fazer. Que sentido faria se dissesse as coisas, as soubesse, mas não as pusesse em prática?

 

Confesso que a minha vontade de ajudar às vezes ultrapassa os limites e exagero... Mas tenho plena consciência que o faço de coração e, que por isso, rapidamente me irei organizar e voltar ao normal. Ainda com mais força e mais conhecimentos.