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A Pequena Reikiana

Um blog de uma reikiana em constante aprendizagem...

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O pêndulo: tudo o que precisa de saber

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Depois de ter explicado de forma simples em que consiste a radiestesia, irei abordar neste artigo o pêndulo, como funciona, os seus usos, cuidados a ter e algumas curiosidades.

 

O pêndulo é, talvez, o principal e mais conhecido instrumento da radiestesia, já que, dadas as suas propriedades, tem uma maior probabilidade de dar respostas concretas e precisas. Constituído por um peso suspenso por um fio metálico (na maioria dos casos) o pêndulo pode ser feito de variados materiais, desde madeira, cristal, quartzo, pedra, cerâmica, marfim, etc. Pessoalmente, sou apaixonada pelos pêndulos de cristal ou quartzo branco e, para mim, além de serem os mais bonitos, são também os mais precisos, porque os cristais captam mais facilmente as energias envolventes ou da pessoa que segura o pêndulo.

 

Contudo, há algo que deve estar sempre presente. Independentemente do material ou fio usados, o pêndulo é uma ferramenta da radiestesia e deve estar sempre em condições, para que funcione na perfeição. Por isso, deve ser simétrico e sem arestas, para que possa mover-se sem qualquer condicionalismo.

 

E como funciona o pêndulo, perguntam? É simples.

 

Lembram-se daquele jogo que se fazia quando éramos crianças, onde colocávamos uma agulha numa linha para descobrir se íamos ter meninas ou meninos no futuro, dependendo da forma como a agulha se movia? Pois é, o pêndulo funciona exatamente da mesma forma. Capta a energia e as suas vibrações, transformando-as num movimento que pode significar "sim" ou "não", podendo também dar respostas inconclusivas ou não dar qualquer resposta de todo (quando fica totalmente imóvel).

 

Há inúmeras formas de usar o pêndulo, dependendo do tipo de relação que o radiestesista estabelece com o instrumento. Sim, porque não basta pegar no pêndulo e fazer as questões que queremos... Primeiro, é necessário limpá-lo e energizá-lo para que ele se "habitue" à nossa energia, motivo pelo qual não deve ser emprestado a mais ninguém. Depois, é preciso nós próprios nos habituarmos ao pêndulo, à sua forma de dar as respostas, à forma como ele reage às questões que colocamos.

 

Trabalhar com o pêndulo é algo que demora. Quando mais prática tiver o radiestesista, melhor serão os resultados obtidos. Isto porque o pêndulo é apenas um instrumento e, por isso, temos de aprender a fazer as questões de forma a que ele consiga dar uma resposta. E, sobretudo, não interferir de forma mental nas respostas, algo que leva o seu tempo até conseguirmos, porque se para os outros é fácil fazermos as questões e obter a resposta (porque não estamos à espera de nenhuma resposta em concreto) para nós, temos sempre algum desejo que a resposta seja a que esperamos. E isso interfere na resposta que o pêndulo dá.

 

Como já referi acima, o pêndulo vibra e movimenta-se consoante a energia, mas somos nós que o estamos a segurar. Logo, se fizermos uma questão e mentalmente estivermos a pensar na resposta, essa será, na maioria dos casos, a resposta que o pêndulo nos dará, porque a nossa energia está a emanar essa resposta. Por isso, o ideal é conseguirmo-nos abstrair totalmente quando fazemos uma questão ou então, um truque que pode ser utilizado para quem tiver mais dificuldade, escrever as perguntas num papel, esperar um pouco, e quando estiver mais calmo fazer as questões como se fosse para outra pessoa, desviando assim o pensamento e não interferindo na resposta.

 

O pêndulo pode ser usado no nosso dia a dia para consultas rápidas, para obter informações quando o nosso coração e o nosso cérebro não estão de acordo ou quando temos uma dúvida e temos de decidir no momento e não sabemos o que será melhor. Mas é apenas uma ajuda para encontrar o "equilíbrio entre a razão e a emoção", não deve nunca ser usado para prever o futuro a longo prazo. Isto porque o pêndulo dá-nos as respostas consoante o momento atual. O que hoje é "sim", amanhã, devido a qualquer mudança, qualquer alteração no nosso percurso ou nas nossas ideias, pode passar a "não".

 

Ao contrário do tarot, em que nos conseguem dar uma previsão maior, porque há muito mais informação que pode ser recolhida, o pêndulo responde apenas consoante a altura em que é feita a questão. Mas, tal como no tarot, as respostas podem divergir consoante o que fazemos, as decisões que tomamos. Uma só decisão, uma pequena viragem no nosso caminho, pode alterar todo o nosso percurso. Gosto sempre de reforçar esta ideia porque muita gente acha que a resposta está dada e que não precisa de fazer mais nada para que o que quer aconteça. E isso não é de todo verdade. Na maioria das vezes, o que acontece é o contrário. As pessoas dão algo como garantido, não fazem mais nada para que isso aconteça, e depois dizem que quem lhes deu as respostas errou. Claro...

 

Como já referi, há várias formas de utilizar o pêndulo. Além de poder ser utilizado em ambientes para analisar a energia, em nós ou nos outros para detetar os campos energéticos ou verificar como estão os chakras, pode ser usado para obter respostas através das nossas próprias mãos ou de tabelas onde se consegue uma maior abrangência de áreas e respostas mais concretas.

 

Por tudo iso, considero o pêndulo um instrumento de ajuda mas que nunca "nos devemos tornar escravos do pêndulo". Ele é apenas uma ferramenta que nos ajuda a indicar um caminho, uma escolha, uma decisão naquele preciso momento. Porque, dois dias depois, a resposta pode ser diferente, por inúmeras razões.

 

Desmistificando a radiestesia

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Depois de muitas dúvidas e pedidos, decidi que seria benéfico escrever um pouco sobre o que é e como funciona a radiestesia. Sendo este um tema que me fascina bastante, e havendo tanto para aprofundar, tentei ser o mais clara e concisa possível, esclarecendo ao máximo mas sem me alongar muito. Por isso, este texto apenas se irá focar na radiestesia, seguindo-se um próximo apenas sobre o pêndulo.

 

Apesar de não ser oficialmente reconhecida como ciência, a radiestesia é praticada desde a antiguidade, tendo mesmo sido encontrados pêndulos semelhantes aos que hoje são usados no antigo Egito. Foi proibida durante a Idade Média, por ser considerada como bruxaria, mas acabaria por ser retomada durante o Renascimento. Contudo, é durante os séculos XVIII e XIX que a sua prática se difunde, mantendo-se até aos dias de hoje.

 

Contudo, o termo "radiestesia" surgiu apenas no início do Século XX, quando o abade francês Alexis Bouly (1865-1958) inventou essa designação, tendo por base os termos radius (do latim, que significa raio) e aisthêsis (termo grego que significa sensibilidade ou perceção). Assim, pode-se dizer que a radiestesia é a sensibilidade ao raio, ou à energia que está constantemente ao nosso redor e em tudo o que existe.

 

Para mim, uma das melhores definições do que é a radiestesia foi dada por José Medeiros, que a explicou da seguinte forma. "A radiestesia é uma técnica muito antiga, que permite a algumas pessoas, com capacidades naturais ou desenvolvidas, detetar, sentir e interpretar, com ou sem instrumentos auxiliares, as energias geradas e irradiadas pelos seres e pela matéria que constitui o nosso mundo".

 

Basicamente, e muito resumidamente, é isso mesmo. A radiestesia pode ser usada por qualquer um, desde que tenha os conhecimentos, as ferramentas e a mente aberta para tal.

 

Primeiramente, a radiestesia era usada para detetar bolsas ou correntes de água subterrâneas, detetar minerais ou procurar objetos perdidos, sendo usadas, maioritariamente, varas de madeira para esse efeito. Mais tarde, outro francês, o abade Aléxis Mermet (1866-1937), filho e neto de radiestesistas, aprofundou o uso da radiestesia como método de diagnóstico médico e publicou aquela que, ainda hoje, é considerada uma das obras mais importantes sobre a radiestesia, a "Maison de la Radiesthesie".

 

Desta forma, passou-se a utilizar a radiestesia também de forma terapêutica, para ajudar a encontrar alterações do equilíbrio físico, mental, emocional ou espiritual. Isto abriu novas possibilidades e começou-se a verificar que servia muitos outros propósitos.

 

Atualmente, encontram-se várias utilidades para a radiestesia, como a escolha de alimentos específicos em função das características de cada pessoa, dependendo do seu equilíbrio em determinado momento, podendo ajudar a identificar, assim, carências ou excessos na alimentação. Da mesma forma, pode ser utilizada para assuntos pessoais ou profissionais ou para verificar possíveis alterações energéticas de ambientes ou zonas específicas.

 

E é aqui que entra o pêndulo, um objeto fascinante que num próximo artigo irei abordar com mais pormenores, explicando como funciona e quais os cuidados a ter.

 

Para terminar, a radiestesia é algo que considero bastante útil para qualquer terapeuta, seja de reiki ou de qualquer outra terapia complementar, assim como para qualquer pessoa, que pode usar no seu dia a dia, para questões rápidas. Contudo, é algo que deve ser aprendido e compreendido na sua totalidade para não se incorrer em enganos. 

Quantas oportunidades merece alguém?

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Quantas oportunidades devemos dar às pessoas que gostamos? Quantas vezes devemos perdoar e esquecer o que nos fizeram, o que disseram, ou não disseram, que nos magoou? Quantas vezes devemos deitar para trás das costas a mágoa e o orgulho? Há um limite estabelecido para isso? Se houver, gostava de saber.

 

É que acho que, com algumas pessoas, já ultrapassei, há muito, esse limite. Já perdoei demais, já esqueci demais, já ignorei demais. Acho que, simplesmente, já tentei demais.

 

Mas, depois acontece o inevitável. Eu afasto-me, tento esquecer e ultrapassar a situação e quando estou quase a conseguir, a pessoa volta a entrar na minha vida. E aí penso. E se desse mais uma oportunidade? E se essa pessoa mudou ou está a tentar mudar? Não é minha "obrigação" perdoar e dar outra oportunidade?

 

Claro! É exatamente isso que faço. E, mais uma vez, desiludo-me, magoo-me e ando neste ciclo vicioso a vida toda.

 

Se já de mim sempre fui assim, desde que me tornei reikiana parece que piorou. O "Só por hoje, sou bondoso" é realmente um princípio complicado de cumprir com certas pessoas. Porque ser bondoso significa, para mim, perdoar, dar, pela milésima vez, outra oportunidade, simplesmente para perceber que há pessoas que não dão o mínimo valor a isso e, se calhar, não o merecem de facto.

 

Não podemos obrigar toda a gente a ser como nós. Não podemos obrigar toda a gente a ser como achamos que deviam ser. Cada um é como é. E temos de aceitar isso, por muito que nos custe. E se custa, por vezes...

 

O reiki ensinou-me muita coisa, mas não me ensinou a lidar com certo tipo de comportamentos que vão contra os meus princípios. Muitos dirão para, simplesmente, ignorar e seguir em frente. É o mais fácil, claro. Mas e os sentimentos? Onde ficam no meio disso tudo? Como ignorar alguém que gostamos? Como ignorar quem, nalguma altura da nossa vida, nos fez bem e foi importante para nós?

 

Confesso que me tenho debatido com esta questão há algum tempo. E não consigo chegar a nenhuma conclusão. Por isso, ajudem-me. Quantas oportunidades merece alguém?

 

O Reiki e as novas tecnologias

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Tenho-me deparado, ultimamente, com uma "acesa discussão" entre reikianos sobre as iniciações de Reiki via Internet. Este é um tema que, ao contrário do que eu imaginava, divide bastante os reikianos e eu não sou exceção. Tenho a minha própria opinião sobre o assunto e ao a expor aqui não pretendo criticar ninguém, apenas deixar algo para que cada um pense por si.

 

Vejamos. O Reiki trabalha com energia. A energia está em todo o lado. Isto é facto e acho que nenhum reikiano contraria estas afirmações.

 

Sendo assim, é possível enviar energia a qualquer pessoa, esteja ela onde estiver. O reiki à distância não é um mito, é uma realidade, comprovável não só pelos reikianos mas também por quem recebe. Aliás, quase pode ser comprovado cientificamente, já que alguns estudos comprovaram que até a água muda a sua composição quando lhe é enviada reiki.

 

É certo que enviar reiki à distância exige um esforço enorme por parte do terapeuta de reiki, é cansativo, não tem a mesma eficácia que uma sessão presencial mas a energia está lá e chega à pessoa que precisa dela. Disso não duvido.

 

Mas, lá está. Não é a mesma coisa que uma sessão presencial. Não há um "contacto" real, físico, entre terapeuta e paciente, e se é benéfico para casos esporádicos ou situações em que a pessoa não pode estar presente, não me parece benéfico para iniciações. Uma coisa é enviar reiki a alguém, outra bem diferente é tornar alguém "reikiano" (e coloco entre aspas apenas porque ser reikiano é muito mais do que ser iniciado no reiki) pela Internet.

 

Mas é isso que tenho visto ultimamente. Inúmeras pessoas a defender as iniciações online. Mas, como, pergunto eu? Como se inicia alguém assim? Por videochamada? Por Skype? Por Facebook? Por mensagens? Não entendo, perdoem-me, mas não me entra na cabeça. É uma responsabilidade gigante que merece dignidade.

 

Uma iniciação é algo especial. É um momento único entre mestre e aluno e só quem passou por uma iniciação conseguirá entender o que estou a dizer. É algo que não se consegue explicar por palavras, é algo que, simplesmente, só se pode sentir. E para o sentir, a meu ver, é necessário ser presencial.

 

Dou dois exemplos simples. Um amigo nosso tem um problema e estamos longe dele. Estamos ao telefone durante duas horas a ouvir, a dar conselhos, a tentar ajudar da melhor forma que podemos e sabemos. Até podemos deixar essa pessoa melhor, mas nada se compara ao abraço que lhe poderíamos dar naquele momento. Será que um simples abraço não seria bem melhor do que as mil palavras que se possa dizer? Será que um simples abraço não pode consolar alguém de uma forma totalmente diferente?

 

Outro exemplo simples. Todos sabemos que o sol é uma enorme fonte de energia e que nos faz bem a vários níveis. Ou seja, devemos apanhar sol. Mas está a chover e não conseguimos apanhar sol. Ir ao solário é o mesmo? Claro que não!

 

Então, porque se acha que iniciações à distância são o mesmo que iniciações presenciais? Não digo que não funcionem, nunca experimentei, não tenho vontade de o fazer, confesso, nem sequer conheço casos de quem tenha sido que me possam dar fundamentos para dizer se funciona ou não, mas, para mim, simplesmente não faz sentido porque não é, nem nunca será, a mesma coisa.

 

As novas tecnologias como a Internet realmente facilitam a nossa vida e permitem-nos chegar a mais pessoas. Eu própria, tenho vários pacientes a quem envio reiki à distância regularmente. Mas não inicio ninguém à distância. Porque, para mim, não é possível transmitir o que é o reiki, ensinar os princípios, as formas de autocura e, principalmente, sentir o reiki, através de um computador.

 

Há coisas que, simplesmente, nunca vão substituir a presença física. E as iniciações de reiki, para mim, são uma dessas coisas.

 

Não critico, de forma nenhuma, quem o faz. Como já disse, não tenho formas de comprovar que funciona ou não, acredito que, talvez, possa funcionar. Não julgo, nem sequer me vou pronunciar mais sobre o assunto. Deixo isso ao critério de cada um.