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A Pequena Reikiana

Um blog de uma reikiana em constante aprendizagem...

A Pequena Reikiana

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Coisas que me tiram do sério

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Anda por aí a circular nas redes sociais um recorte do Inimigo Público que fala sobre uma suposta mestre de Reiki que se assume contra as vacinas e que refere que quando os filhos se magoam lambe as feridas. Para mim, foi óbvio à primeira vista que aquilo era brincadeira mas o incrível é que muita gente anda a partilhar essa mesma imagem, criticando o reiki e estas declarações como se fossem verdade!

 

Espanta-me como numa altura em que tanto se fala de fake news e com tanta informação à nossa disposição, as pessoas continuem a preferir ficar na ignorância ou acreditar em tudo o que veem. É este tipo de brincadeiras que acaba mal, na maior parte das vezes. São as mortes de atores ou músicos que na verdade estão vivos, são as declarações políticas ou futebolísticas retiradas do contexto para provocar tumultos e isto, uma simples brincadeira do Inimigo Público que as pessoas não conseguem distinguir se é verdadeiro ou falso. Nem sequer se dão ao trabalho, simplesmente assumem que é verdade porque um amigo partilhou.

 

Mas, e se fosse a mesma declaração mas de uma Concha Meireles, médica pediatra, em vez de mestre de Reiki? Será que as pessoas achariam que era verdade? Ou pensavam duas vezes antes de criticar?

 

Para mim, isto só acontece por um motivo. Falta de informação sobre o que é o Reiki, falta de sensibilidade para entender o que é piada do que é verdadeiro e, principalmente, falta de respeito pelos que praticam qualquer medicina alternativa ou complementar.

 

Sim, porque além de andar a circular como verdadeira esta fotografia, os comentários são do melhor que há. Para mim, o "melhor" que li até agora foi "toda a gente sabe que o reiki não existe". Que não saibam o que é, entendo, compreendo e respeito. Mas, eu, quando não tenho conhecimento de algo, remeto-me ao silêncio. Acho que muita gente devia fazer o mesmo, até para não cair no ridículo.

 

Nota 1: A quem possa interessar e esteja na dúvida, nunca conheci nenhum mestre de Reiki que se afirmasse totalmente contra a medicina em geral (se alguém conhecer que me avise porque será novidade).

Nota 2: Para quem não sabe, no Reiki, não se lambe nada, muito menos feridas. Aliás, entre terapeuta e cliente quase nem há contacto...

Nota 3: Gosto da piada do Inimigo Público.

Os guias e as suas mensagens

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Já aqui falei sobre a minha dificuldade em entender as mensagens dos meus guias. Sei que eles existem mas raramente tenho respostas diretas às minhas questões, o que, confesso, me deixava um pouco triste. Não sabia se era porque não me queriam responder ou porque eu não sabia entender.

 

Repararam que usei o verbo "deixar" no passado? Pois é! Acho que finalmente descobri que os meus guias são como eu: adoram música. Ou então acharam que a forma mais simples de eu entender a mensagem era através da música. E resultou! Entendi à primeira. E o engraçado é que soube, imediatamente, que eram eles.

 

Recentemente, e após sugestão de uma amiga, falei calmamente com os meus guias, pedi-lhes algo que era importante para mim, perguntei-lhes o que deveria fazer. Pedi a opinião. Na altura (como sempre...) não obtive qualquer resposta, mas, lá está, tenho de aprender que não é quando eu quero, é quando eles podem ou acham necessário. O engraçado é que não fiquei chateada, pedi opinião e esperei.

 

E não precisei de esperar muito. Um dia depois, entrei no carro e coloquei uma rádio qualquer onde estava uma música que gostava. Deixei ficar. Fui conduzindo e a música acabou mas deixei na mesma rádio. A música seguinte quase me fez ficar uns segundos a olhar para o rádio. A letra da música (cujo cantor admito que não conheço mas vou pesquisar) era exatamente o que eu precisava de ouvir. Sem tirar nem por. Aquela era a mensagem dos meus guias para mim.

 

Aquilo mexeu comigo. Fiquei a pensar e nem sequer mexi no rádio. Qual não é o meu espanto quando a música seguinte tinha outra mensagem, bastante semelhante! E o engraçado é que a música nem sequer é recente. Eu entendi. Entendi, compreendi e agradeci.

 

Mas, pelos vistos, os meus guias achavam que eu precisava de mais uma mensagem. Depois daquelas duas músicas, fui trocando de rádio para ver se aparecia alguma música que gostasse. Acabei por parar na rádio de sempre, até porque estava praticamente a chegar a casa. A música que estava a dar não me agradava assim tanto mas deixei lá ficar.

 

E foi então que só não parei o carro no meio da estrada por sorte. A metros de chegar a casa, começa a dar a minha música preferida. A MINHA MÚSICA! Aquela música que me diz tanto, tão antiga, com tanto significado e que começou a dar naquele preciso momento. Não podia ser coincidência!

 

Se eu não tivesse entendido à primeira, entendia à terceira. Definitivamente. Porque se as duas primeiras músicas me quiseram dar a opinião dos meus guias, a terceira foi para mim. Para eu saber que eram eles, que era a mensagem deles para mim.

 

E eu agradeço-lhes. Do fundo do coração. Seja qual a forma que escolherem para me guiarem, eu estarei atenta. Demorei, mas entendi. Obrigada pela paciência (e desculpem qualquer coisinha....).

 

Podia ter guardado esta mensagem para mim, mas achei que a devia partilhar, pois pode ser que alerte outros como eu para as mensagens que recebemos quando menos esperamos. Não desesperem, os nossos guias sabem o momento exato para nos contactarem. Agora, tenho a certeza disso.

 

 

Às vezes, precisamos apenas de descansar

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Com a correria do dia-a-dia, entre trabalho, casa, amigos, família e sei lá mais quantas responsabilidades, esquecemo-nos do mais importante: nós próprios.

 

Até podemos dizer que fazemos algumas coisas por nós, como descansar 15 minutos no sofá, ir ao cabeleireiro, ir ao ginásio ou simplesmente cantar no duche. Mas será que isso significa, verdadeiramente, tempo para nós?

 

Recentemente, fui obrigada a parar. O excesso de carga em cima de mim acabou por resultar numa série de pequenos incidentes que me deitaram abaixo fisicamente e psicologicamente. Foi o sinal do meu corpo para dizer “PARA”. E eu ouvi.

 

O nosso corpo tem formas estranhas de nos dizer as coisas e, na maior parte das vezes, não o ouvimos. Temos uma pequena dor de cabeça, achamos que não é nada. A dor de cabeça vai e vem, tomamos um comprimido e esquecemos o assunto.

 

Nunca pensamos que a dor de cabeça pode significar que estamos a dormir pouco, que é o nosso corpo a alertar-nos para algo que está errado. Está-nos a dizer que não estamos a cuidar dele decentemente e, raramente, o ouvimos.

 

Nunca pensamos que aquela constipação que apanhamos, significa que estamos mais debilitados, que precisamos de reduzir a velocidade e refugiar-nos apenas em nós próprios. Não nos lembramos que aquela dor na perna pode significar que estamos a exercer demasiado esforço sob nós próprios.

 

Normalmente, só ouvimos com atenção o nosso corpo quando algo de grave nos acontece. Contra mim falo, que sou exatamente assim. Mas aprendi, ao longo do tempo, a dar um bocadinho mais de atenção a alguns sinais.

 

Todos precisamos do nosso momento. Seja apenas para estar deitado no sofá, ver um bom filme, ouvir música, ou meditar: precisamos do nosso tempo. O nosso corpo e a nossa mente precisam de descanso da constante troca de mensagens no Facebook, dos likes e comentários. Precisamos de descanso do stress diário em que nos colocamos. Precisamos de deixar de tentar mostrar algo aos outros e tentar encontrar-nos a nós próprios enquanto pessoas. Porque, na maior parte das vezes, queremos transmitir o que não somos, não porque temos vergonha de algo, mas, pura e simplesmente, porque não sabemos quem somos na realidade.

 

O nosso momento é fundamental para nos encontrarmos, para vermos onde temos de melhorar, o que podemos mudar ou o que temos de abandonar. O nosso momento é o momento em que, sozinhos, entramos em contacto connosco próprios, no verdadeiro sentido da palavra, sem interferências externas nem segundas opiniões.

 

Por isso, ouçam o vosso corpo. Relaxem. Tirem o máximo partido do vosso tempo. Vão ver que vale a pena.

Voltar ao passado pode ser benéfico

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No outro dia algo me fez "voltar ao passado". Voltar a épocas que estavam guardadas a sete chaves no fundo da minha cabeça.

 

Às vezes isso acontece. Seja uma música, uma foto, algo que vemos na rua, lembramo-nos do passado. No meu caso foi uma música. Uma simples música aleatória que apareceu e que me fez "voltar ao passado". Com toda a força.

 

E confesso que passei algum tempo "no passado". A pensar, a refletir, de certa forma a reviver tudo o que vivi noutros tempos e com outras pessoas. Pessoas de quem gostava muito, alturas em que fui muito feliz e onde tudo parecia diferente e mais fácil.

 

E, incrivelmente, por momentos, voltei a ser feliz da mesma maneira. Não me tinha apercebido do quanto algumas coisas eram, realmente, importantes para mim. E decidi que é por elas que vou lutar. Decidi que irei fazer o que estiver ao meu alcance para voltar a ser o que era, agora, mais velha, com mais experiência, mas voltar a ser EU. O eu que estava esquecido no meio da correria do dia-a-dia, do stress diário e dos problemas vindos de todos os lados.

 

Não foi preciso nada de especial, nenhuma ajuda. Bastou eu própria dedicar algum tempo a refletir sobre o passado e ver o quanto mudei e onde devia ou não ter mudado. Porque a mudança é positiva, mas, às vezes, pode ser benéfica ou não para nós, enquanto seres humanos individuais com desejos, necessidades, expetativas, qualidades, defeitos e manias.

 

O engraçado disto tudo é que não me parece que tenha sido por acaso. Parece que "alguém" simplesmente plantou aquela música na minha vida para me fazer voltar ao passado e me relembrarem de quem sou de verdade. E, seja lá quem foi, OBRIGADA.

 

Seja criticada, seja colocada entre a espada e a parede, vou em frente. Este regresso ao passado teve esse efeito em mim. E quem me quiser seguir, será bem vindo. Quem não quiser, pode encontrar o seu próprio caminho. Porque eu aprendi o que é o verdadeiro desapego.

 

Reviver o passado na nossa cabeça nem sempre é positivo. É claro que nos lembramos de coisas que prefreríamos manter guardadas num cofre a sete chaves, mas também nos lembramos de momentos felizes. E eu lembrei-me do que me fazia feliz, daquela que esteve "escondida" estes anos todos. E, por momentos, voltei a essa época. Voltei a ter os mesmos sentimentos, os mesmos gostos, a mesma vontade e determinação.

 

Voltar ao passado, a mim, fez-me bem.

 

Experimentem. Tenho a certeza que voltarão também mais aliviados e felizes para o presente.