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A Pequena Reikiana

Um blog de uma reikiana em constante aprendizagem...

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O cristal de cada chakra: Quartzo Rosa

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Já aqui expliquei que o chakra do coração tem duas pedras associadas: a Aventurina Verde e o Quartzo Rosa, pedra sobre a qual irei falar um pouco neste texto. Enquanto a Aventurina Verde está mais ligada à cura, o Quartzo Rosa está mais associado ao amor incondicional, embora sejam ambos extremamente benéficos para este chakra.

 

Apesar de ter o nome de Quartzo Rosa ou Róseo, muitas vezes este cristal pode ser quase transparente, podendo ser confundido com outros.

 

É a pedra do amor incondicional e da paz infinita, motivo pelo qual é usado no chakra do coração, já que "ensina" a verdadeira essência do amor, purificando e abrindo o coração a todos os níveis, permitindo, assim, uma cura interior e aumento de amor próprio e autoestima.

 

Ao ser a pedra do amor incondicional, o Quartzo Rosa não só fortalece a empatia e a sensibilidade como ajuda também a aceitar mudanças que sejam necessárias. Ajuda a libertar emoções e dores emocionais reprimidas, ajudando a aceitar, por exemplo, o final de um relacionamento mal resolvido, e ajuda a aprender a amar-nos a nós próprios.

 

Além disso, é também um cristal calmante, podendo ser utilizado em momentos mais difíceis ou de grande ansiedade. O Quartzo Rosa liberta suavemente a energia negativa, substituindo-a por vibrações de amor, sendo considerada excelente para as chamadas "crises de meia idade".

 

Já a nível físico, este cristal fortalece não só o coração como o sistema circulatório, podendo aliviar problemas pulmonares e aumentar a fertilidade. É útil também em algumas doenças, como Alzheimer, Parkinson ou demência.

 

Diz-se que é a pedra que atrai o amor, bastando, para isso, colocá-la junto à cama ou num canto específico da casa. Se alguém quiser experimentar e tiver resultados, não deixe de comentar!

 

 

Os incensos

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Seja para harmonizar o ambiente ou apenas deixar aquele cheirinho agradável, muitos de nós usamos incensos nas nossas casas ou nos espaços onde trabalhamos. Mas será que sabe que cada incenso tem as suas próprias propriedades?

 

Incenso, do latim "incendere", significa literalmente queimar, sendo que se pressupõe que os egípcios tenham sido o primeiro povo a usar o incenso associado, sempre, a rituais sagrados. Compostos por ervas, resinas e óleos essenciais, os incensos são utilizados em várias culturas estando, atualmente, bastante ligados às terapias holísticas e limpezas energéticas.

 

Isto porque ao acender um incenso, liberta-se uma vibração, atuando no campo energético do espaço onde é colocado. No fundo, os incensos, mais do que deixar o ambiente com um cheiro agradável, "limpa" e harmoniza o ambiente, bem como a pessoa que nele se encontra.

 

Neste artigo, separei alguns dos meus incensos preferidos e alguns dos mais comuns, mas existem imensos, para todos os gostos e ocasiões.

 

 

Os Incensos e as suas propriedades:

 

Alecrim - afasta a depressão, purifica o ambiente e elimina energias e pensamentos negativos.

 

Alfazema - efeito calmante, tranquilizante.

 

Arruda - confere proteção espiritual, tendo um forte poder de purificação do ambiente e afastando a inveja e o mau olhado. É muito utilizado para a eliminação de energias negativas.

 

Anis estrelado - ajuda a atrair sorte, especialmente a nível financeiro.

 

Cânfora - aumenta a realização profissional e afasta as energias negativas.

 

Cedro - aumenta a força física e atrai o sucesso financeiro. Indicado também para purificar ambientes, especialmente locais de negócios.

 

Citronela - purifica o ambiente, ajudando a repelir mosquitos também.

 

Erva Doce - eficaz conta o "mau olhado" e a inveja.

 

Eucalipto - renova as energias, promovendo uma limpeza energética. Ajuda ainda na concentração.

 

Jasmim - ajuda a atrair a sorte e proteção espiritual. Bom para harmonizar ambientes.

 

Lavanda - forte poder tranquilizador, sendo ideal para relaxar ou dormir. Ajuda na ansiedade e a harmonizar pessoas e ambientes.

 

Mirra - estimula a intuição e a espiritualidade.

 

Sândalo - ajuda no desenvolvimento e expansão da intuição e espiritualidade.

 

 

 

Alguns conselhos

Não há nenhuma regra para acender os incensos, mas, costuma-se dizer que o incenso representa "o sopro divino" pelo que muitas pessoas pedem algo ao acender um incenso em específico. Há também o costume de acender com a mão esquerda, a mão do coração, mas, a meu ver, o que importa é mesmo a intenção com que se faz e não como se faz.

 

Convém lembrar que o uso abusivo de incensos é prejudicial à saúde, principalmente em ambientes que não sejam arejados ou quando se utiliza incensos com produtos químicos. Apesar de serem mais caros, eu prefiro sempre os naturais. Fica o conselho.

A meditação

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A meditação. Aquela palavra que muitos não entendem e da qual fogem a sete pés. E eu compreendo. Até me iniciar no Reiki, também não compreendia totalmente o que era a meditação e quais os benefícios que ela poderia trazer.

 

Aliás, posso confidenciar mesmo que achei que nunca seria capaz de meditar. Sou uma pessoa com uma mente bastante ativa, sempre a pensar em tudo e mais alguma coisa. Seja no que tenho para fazer, seja nalgum problema, seja numa música, num projeto que tenho em mãos, enfim, a minha mente é uma correria de pensamentos, uns atrás dos outros.

 

Por isso, achei que seria impossível para mim meditar. Estar sentada, sem pensar em nada? Eu? Nunca!

 

Como estava enganada!

 

Na verdade, a primeira vez que tentei meditar correu tão bem que fiquei surpreendida comigo mesma. Claro que me "distrai" um bocadinho (quem nunca?) mas consegui o que achava impossível e descobri que me acalmava mais do que poderia imaginar. E o sentimento, o relaxamento, a boa disposição que senti, é inexplicável. Foi uma experiência para a vida.

 

Hoje, medito sempre que posso. Nem que seja por pouco tempo. E se não o faço durante algum tempo, seja por falta de tempo ou preguiça, há algo que acaba por me "chamar" a atenção para isso e lá vou eu. E depois fico melhor. Bastante melhor em todos os sentidos.

 

Claro que tenho alguns truques e vou deixá-los aqui para quem quiser experimentar. Além da meditação assistida, que nos ajuda a começar, existem pequenas coisas que podem ajudar muito. Música por exemplo. Eu medito, sempre, com música. Ajuda-me a relaxar, ajuda-me a acalmar a mente e o espírito. E leva-me... leva-me até àquele momento pelo qual tanto anseio: o relaxamento total.

 

Outro dos "truques" é controlar a respiração. Inspirar e expirar pelo diafragma, lentamente, sustendo a respiração uns segundos. No início pode ser difícil, mas verá que à segunda ou terceira tentativa, já o faz inconscientemente. Aliás, concentrando-se na respiração, vai ver que não vai pensar em mais nada...

 

Depois, claro, tem de estar num espaço calmo, sem interrupções nem interferências, de preferência com pouca luz e sentado de forma confortável. Não adianta querer estar na posição de lótus se lhe dói as pernas. Assim nunca conseguirá relaxar. É certo que a forma que ensinam para meditar é essa, mas caso não lhe seja possível, pode-se sentar com as pernas esticadas ou na posição que lhe der mais jeito. O importante é meditar, não a posição em que se encontra.

 

Pessoalmente, gosto também de acender um incenso e uma vela, é uma forma simbólica de começar "o meu momento", o momento em que tudo desaparece e fico só eu, a relaxar.

 

No fundo, o importante é estar confortável e não desistir à primeira tentativa. É claro que nos vão surgir pensamentos durante a meditação, mas deixe-os fluir. Se calhar, poderá até ter outra perspetiva sobre algo que está a incomodar o seu subconsciente.

 

Num mundo em que passamos o dia-a-dia a correr, a meditação, nem que seja por 10 minutos, pode acalmar o stress de um dia inteiro. Se não acredita em mim, experimente e veja por si próprio. E depois deixe aqui a sua experiência para que outros também ganhem coragem para o fazer.

O cristal de cada chakra: Aventurina Verde

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Continuando a "saga" do cristal de cada chakra, chegamos agora à Aventurina Verde, o cristal correspondente ao chakra do Coração (embora haja outro que também está ligado a este chakra e que irá ser abordado num texto brevemente).

 

A aventurina é uma pedra de prosperidade muito positiva ligada, essencialmente à terra, à natureza. É bastante utilizada em grelhas de cristais para proteção da casa ou do jardim, por exemplo, ou de um espaço em específico. Isto porque a aventurina protege da "poluição" eletromagnética a que estamos cada vez mais expostos, bem como da própria poluição ambiental.

 

Esta pedra minimiza e contorna situações negativas, sendo excelente para ajudar e reforçar as qualidades de liderança e de capacidade de decisão. Promove também a compaixão e empatia pelos outros e pelo que nos rodeia.

 

Este cristal, bastante comum mas, ultimamente, difícil de encontrar, estabiliza o estado de espírito da pessoa, permitindo uma maior perceção da realidade e desenvolvendo mesmo a criatividade.

 

Sendo o cristal do chakra do coração, a aventurina verde estimula a recuperação emocional, é uma harmornizadora geral que protege o coração. Ajuda a ter o controlo sobre certas situações e pode ser benéfico em situações mais desagradáveis, atuando como uma proteção.

 

A nível físico, a aventurina verde acalma as náuseas e dissolve pensamentos e emoções negativas, acalmando a mente e o corpo. No fundo, promove um sentimento de bem-estar geral, encorajando a regeneração do coração. É também benéfica para o sistema nervoso, pressão arterial e colesterol, ajudando ainda a prevenir ataques cardíacos.

 

A aventurina atua também como um anti-inflamatório e ajuda a aliviar erupções e alergias cutâneas, assim como enxaquecas.

 

Curiosidade: há quem diga que colocada junto a um telemóvel ou tablet, a aventurina protege das emanações eletromagnéticas.

 

Os direitos e deveres de um terapeuta de Reiki

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Ser terapeuta de Reiki acarreta não só direitos como deveres, tal como em qualquer profissão. Contudo, considero, pela minha experiência, que esta é uma área onde os deveres se sobrepõem, e de que maneira, aos direitos.

 

Passo a explicar. Os direitos de um terapeuta são simples: ter direito à sua integridade, à sua segurança, ao respeito por parte do seu paciente e ao pagamento pelos serviços prestados, entre outros.

 

Já os deveres são inúmeros. Os deveres de um terapeuta de Reiki passam não só pelos deveres para com o paciente mas para consigo próprio. Se para o paciente devemos sempre ser cordiais, respeitosos e cuidadosos, respeitar a dignidade e integridade da pessoa, proteger a confidencialidade das sessões e trabalhar de forma honesta, para nós próprios temos também o dever de nos prepararmos devidamente para uma sessão, não só fisicamente como mentalmente.

 

Antes de uma sessão, temos o dever de preparar o espaço para receber da melhor maneira possível as pessoas, seja colocar tudo no sítio, tornar o espaço confortável ou "limpá-lo" se tivemos uma sessão anteriormente. Mas temos também de ter uns minutos para nós, para nos centrarmos em nós próprios e nos prepararmos para ajudar o próximo. E isso exige muito do terapeuta, pelo menos para os que realmente têm como intenção proporcionar o bem-estar de quem o procura.

 

Para mim, o principal dever do terapeuta de Reiki é precisamente este: estar bem para poder tratar do outro. Porque os terapeutas também são humanos, também têm problemas e dias menos bons, mas têm de fazer o seu trabalho com toda a dignidade e seriedade. E, para isso, precisam de estar bem.

 

Em muitas profissões, se estamos com problemas pessoais, o trabalho, por vezes, até pode ajudar a aliviar esses pensamentos mais negativos ao ocupar a nossa mente com outras coisas. Mas ao ser terapeuta de Reiki não é tão simples assim, pelo menos para mim. Uma sessão de Reiki pode ser bastante desgastante para um terapeuta, principalmente se não estiver ele próprio a 100 por cento.

 

Alguns dos meus pacientes podem estranhar o facto de, durante alguns dias, às vezes semanas, não marcar consultas. Tal não acontece por esquecimento ou excesso de trabalho. Isso deve-se ao facto de eu nunca fazer uma sessão quando não me sinto totalmente bem para a fazer. Não que os meus problemas possam afetar de alguma forma a pessoa que vou atender, nada disso. Simplesmente sei que posso não estar a 100%, que me posso distrair e que não irei estar totalmente focada no serviço que vou prestar. E a minha consciência não me permite ajudar sem ter a certeza que estou bem para o fazer.

 

Porque, para mim, ser terapeuta de Reiki também tem outro dever: o dever de credibilizar a prática terapêutica. E, para isso, tenho de estar totalmente focada no que estou a fazer, devidamente preparada e com a certeza que consigo dar o meu melhor e mostrar às pessoas o verdadeiro Reiki, sem enganos nem misticismos.

 

Quem nos garante que, aquela sessão que experimentamos e não gostamos, foi exatamente porque a pessoa que nos fez Reiki não estava devidamente preparada? Nestes casos, ficamos com uma má ideia do Reiki, e é isso que também quero combater, a ideia errada que muitos ainda têm desta terapia complementar.

 

Para isso, utilizo o Reiki em mim, diariamente, para que possa ajudar o próximo. Porque se estou a prestar um serviço, pago, esse mesmo serviço tem de ser exemplar. Aliás, se tenho sessões marcadas, no dia anterior, é certo e seguro que irei fazer um autocura mais profunda, para garantir que me purifico e estou preparada para ser um canal de Reiki que irá ajudar alguém que precisa.

 

No fundo, utilizo sempre a máxima "não faças aos outros o que não gostarias que fizessem a ti", ou, utilizando um dos princípios do Reiki "Só por hoje, trabalho honestamente". Para mim, trabalhar honestamente é isto.

 

O cristal de cada chakra: Lápis-lazuli

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Dando seguimento aos textos sobre os cristais de cada chakra, hoje vou falar um pouco sobre o cristal correspondente ao chakra da garganta, o lápis-lazuli.

 

De nome estranho, este cristal azulado, lembrando o céu à noite, estimula não só o chakra da garganta mas também o do terceiro olho. Estimula, por isso, a iluminação pessoal, o trabalho com os sonhos e com as capacidades psíquicas, libertando o stress e ajudando a conseguir um relaxamento e paz profunda.

 

É uma pedra protetora também, que reconhece pensamentos ou intenções negativas de alguém contra nós, bloqueando essa energia e devolvendo-a à origem. Da mesma forma, estimula as faculdades superiores da mente, dando maior objetividade e clareza.

 

Estando diretamente ligado ao chakra da garganta, o lápis-lazuli melhora a nossa comunicação e a expressão de sentimentos, fortalecendo, assim, os relacionamentos, já que esta pedra potencia a honestidade e compaixão. Além disso, ajuda a ultrapassar ou resolver situações do passado, encoraja a tomar conta da vida e a revelar a verdade interior de cada um, permitindo sermos nós próprios.

 

A nível físico, este cristal  é ideal para enxaquecas, ajuda a ultrapassar a depressão e é extremamente benéfico para os sistemas respiratório e nervoso, sendo ideal para combater certos medos e fobias. É também indicado para o alívio das vertigens e para a diminuição da pressão arterial, assim como para qualquer dor ou problema na garganta, laringe ou tiroide.

 

Uma curiosidade: esta pedra pode ser usada em situações de medo, como, por exemplo, para quem tem medo de conduzir ou de andar de avião.

A dificuldade de cumprir os príncipios do Reiki

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No outro dia "desabafei" sobre a minha dificuldade em ser calma em todas as circunstâncias. Descobri que, afinal, não estou sozinha nesta luta e que muitos reikianos sentem o mesmo. É, de facto, difícil cumprir os cinco princípios todos os dias, a todas as horas.

 

Na altura em que me iniciei no Reiki, achei que o princípio de "Só por hoje, sou bondoso para com o próximo e para com todos os seres vivos" seria o mais difícil de cumprir, já que tenho fobia a tudo o que seja insetos com patinhas... Entendem-me? Morro de medo.

 

Mas, agora, vejo que esse até está a ser mais fácil de conseguir do que outros. Por exemplo, "Só por hoje, confio". Certo. Confio em mim própria e nas minhas capacidades, confio que vou ter um bom dia e que tudo irá correr pelo melhor. Mas... e confiar nas outras pessoas? Isso já é mais difícil.

 

"Só por hoje, confio". Mas como podemos confiar quando vivemos num mundo de falsidades, de mentiras constantes, de traições, de facadas pelas costas, de inveja, de falta de respeito... Torna-se difícil, certo?

 

Honestamente, ainda me custa muito confiar nas pessoas. Talvez porque durante a minha vida já tenha passado por certas experiências menos boas que me levaram a duvidar do carácter das pessoas. Fui "enganada" demasiadas vezes para, simplesmente, confiar sem desconfiar. É horrível dizer isto, mas é a mais pura das verdades.

 

Hoje, tenho sempre um pé atrás com as pessoas. Já não me deixo enganar tão facilmente, não deixo que façam de mim parva. Mas, será que isso vai contra este princípio do Reiki? É com esta dúvida que me tenho debatido porque o termo "confio" é bastante vago.

 

Será que temos de confiar em tudo? Não me parece. Será que temos de confiar em todos? Não, de maneira nenhuma!

 

Por isso, para resolver esse dilema, decidi que, para mim, quando digo "Só por hoje, confio", penso na confiança em mim própria, na confiança da minha intuição que me irá dizer quem é verdadeiro e quem é falso, quem vem por bem ou quem vem com segundas intenções. Confiar em mim e em mais ninguém.

 

Confiar que o Universo me irá guiar e salvaguardar. Confiar que assim serei genuína e fiel aos meus princípios. E esperar pelo melhor.

O cristal de cada chakra: Ametista

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Hoje, apresento-vos um dos meus cristais preferidos: a ametista. Desde cedo que este cristal exercia uma atração inexplicável na minha pessoa, e só anos mais tarde vim a conhecer melhor o porquê. Apesar de ser um dos cristais mais conhecidos, duvido que todos saibam as propriedades e características específicas da ametista. 

 

Por isso, deixo-vos aqui algumas informações sobre a Ametista, o cristal correspondente ao chakra do Terceiro Olho.

 

Sendo uma pedra extremamente poderosa e protetora, a ametista tem uma vibração espiritual muito elevada. Por isso, não admira que algumas das suas características passem por bloquear e dissipar energias negativas, ajudando em crises de ansiedade, pânico ou stress. De facto, pode-se dizer que a ametista é um tranquilizante natural muito forte, motivo pelo qual é bastante usada durante a meditação.

 

Usada, pelos antigos, para evitar o estado de embriaguez, esta pedra permite também ultrapassar bloqueios e dependências e ajuda a ultrapassar e aceitar melhor situações de perda. A nível físico, a ametista estimula ainda a produção de hormonas, diminuindo dores de cabeça, por exemplo, e fortalece os órgãos de limpeza e de eliminação e o sistema imunitário, sendo uma excelente pedra para a limpeza sanguínea. É ainda benéfica para o sistema digestivo, respiratório e para problemas de pele.

 

Além de ser um cristal com fortes poderes de cura e de limpeza, a ametista desenvolve também a consciência espiritual. É, por isso, uma excelente pedra para meditação, podendo ser colocada no chakra do Terceiro Olho para o estimular. É a pedra da intuição, facilitando a tomada de decisões, estimulando a memória e desenvolvendo a motivação.

 

Diz-se que a ametista equilibra e faz a ligação entre os corpos físico, mental, emocional e espiritual, limpando a aura de quem a utiliza devidamente.

 

Para mim, Judy Hall, descreve na perfeição a definição da ametista: "A ametista é uma das pedras mais espirituais que existem, promovendo o amor ao divino, conferindo às intuições a sua verdadeira natureza e encorajando à abnegação e a sabedoria espiritual. Abre a intuição e desenvolve os dons psíquicos".

 

Uma curiosidade. Dormir com uma ametista facilita as experiências fora do corpo e permite sonhos intuitivos. É excelente também para as insónias, bastando, para isso, colocá-la debaixo da almofada.

O Reiki nas crianças

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Todos os seres vivos têm energia. Partindo desse pressuposto, é compreensível que o Reiki, já que trabalha com energias, possa ser utilizado em todos os seres vivos.

 

Desta forma, apesar de serem os adultos quem mais procura esta terapia complementar, ela também pode, e deve, ser usada em crianças, animais ou plantas.

 

Se em plantas o procedimento é fácil, nos animais também não é muito diferente. Como não estão tão condicionados psicologicamente como os humanos, os animais recebem mais facilmente a energia do Reiki, deixando que ela flua sem dificuldade. Há casos em que os animais se deixam ficar deitados pelo tempo suficiente que acham que precisam da energia, levantando-se depois quando já não precisam de mais. Outros nem sequer ficam quietos, indicando que, provavelmente, não precisam.

 

Mas com as crianças já não é assim tão fácil. Principalmente quando estão em idades em que a brincadeira fala mais alto e estar quieto não é uma opção que lhes agrade muito. Contudo, cada vez mais pais procuram no Reiki um complemento para alguns problemas dos seus filhos, seja hiperatividade, seja tristeza, sejam problemas familiares ou na escola, e por aí fora.

 

As crianças, até aos seis anos de idade, dificilmente entenderão a fundo o Reiki, embora o aceitem com mais facilidade que muitos adultos. Nestas idades, o tratamento é bastante rápido, sendo, por vezes, até mais eficaz do que nos adultos. Nas crianças, uma única sessão pode despoletar imediatamente reações, embora para que o efeito seja mais permanente devem sempre ser feitas algumas sessões esporádicas.

 

Já nas crianças a partir dos seis anos, a mentalidade começa a mudar, o entendimento do mundo que as rodeia é diferente, e o tratamento começa a ser mais parecido com o que se faz aos adultos. Normalmente, entende-se que a partir dos 12 anos já é aceitável fazer Reiki como se de um adulto se tratasse. Até porque, convenhamos, os jovens de 12 anos de hoje já não são os mesmos de há 20 anos atrás...

 

E, de facto, há até municípios que estão a incluir o Reiki como complemento para as crianças. Um exemplo recente foi dado em Alfândega da Fé, onde a Associação de Pais e Amigos de Pessoas com Necessidades Especiais - Leque, está a utilizar tanto o Reiki como o Yoga, em contexto aquático, para ajudar crianças e jovens com necessidades especiais. Pode ler aqui a notícia completa.

 

Outro exemplo vem de Valbom, concelho de Gondomar, onde as escolas do Agrupamento têm, desde 2015, um projeto denominado "Escola em Movimento", onde os alunos podem praticar usufruir de aulas de Reiki e mais, recentemente também de meditação, Tai Chi e Yoga.

 

E como estes exemplos, existem outros espalhados pelo país. E isto porque os benefícios estão comprovados. Além de resolver alguns problemas que as crianças possam ter, como já referi, o Reiki ajuda também a manter o equilíbrio, a dormir melhor, a ter uma maior concentração, a ter uma maior facilidade na interação com os outros e a ter também uma maior aceitação de si próprios, com qualidades e defeitos.

 

Por tudo isto, se achar que o Reiki pode, de alguma forma, ajudar o seu filho ou filha, não hesite. Não custa tentar. Contudo, convém lembrar que nada deve ser imposto. Se um adolescente, por exemplo, não estiver interessado não adianta insistir. Os benefícios só podem acontecer se os desejarmos e aceitarmos.

Tributo aos Mestres

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São eles que nos ensinam a sermos reikianos, são eles que nos apresentam este novo mundo de descobertas e de aprendizagem constante. Mas quantos de nós agradecemos, realmente, aos nossos mestres pela disponibilidade, ensinamentos e paciência para as nossa dúvidas?

 

Hoje, senti necessidade de fazer um tributo aos meus mestres, em nome de todos os mestres que têm ajudado muitas pessoas um pouco por todo o mundo.

 

Mestre, na verdade, nada mais que é a pessoa que nos inicia e ensina a filosofia do Reiki. Mas há mestres e mestres. E eu tive a sorte de ter os melhores.

 

Sem eles, não seria o que sou hoje. Tenho dois mestres, nos quais confio plenamente e posso mesmo dizer que tenho um orgulho enorme de os ter como mestres. Porque além de serem pessoas extraordinárias, tiram imenso do seu tempo, depois de um trabalho normal como todos nós, para se dedicarem a ajudar, apoiar e tratar dos outros.

 

Apesar de um ser o mais presente, considero os dois importantes, porque se um me ajuda de uma forma, outro ajuda de outra. E isso fez-me crescer, aprender, e ser, no fundo, uma melhor pessoa. Porque os tenho como um exemplo a seguir e quero muito, um dia, poder ser metade do que eles são.

 

São eles que me "dão na cabeça", são eles que me incentivam quando desanimo, são eles que me dizem o que preciso de ouvir - seja bom ou mau - são eles que estão sempre presentes quando tenho dúvidas, problemas ou simplesmente preciso de desabafar. E isso não tem preço.

 

Um dos meus mestres diz uma frase muito curiosa mas que vejo hoje que faz todo o sentido: "um mestre é como um padrinho". E, de facto, é isso que tem sido para mim. Um padrinho, um amigo, um companheiro de viagem e uma pessoa que quero manter na minha vida.

 

Diz-se que são os alunos que escolhem o mestre e não o contrário. No meu caso, isso, de facto, é totalmente verdade. Fui eu que os escolhi e não me arrependo minimamente.

 

Acredito no destino, e sei que, de uma forma ou de outra, o meu encontro com os meus mestres iria, inevitavelmente acontecer algum dia. E isso diz-me muito. Diz-me que estou a seguir o meu próprio caminho, com as pessoas que precisava ao meu lado.

 

Depois de algum tempo no Reiki, já vi tanta coisa, já vi outro tipo de mestres, já vi outro tipo de acompanhamento e sinto-me realmente feliz por ter escolhido os mestres que escolhi. São os que eu precisava para encontrar o meu rumo! Talvez se tivesse ido para outro local, não seria o que sou hoje, nem sequer sei se tinha seguido este caminho.

 

Por isso, e por tudo que sei que me vão continuar a ensinar e ajudar, agradeço-vos, meus mestres. Hoje e sempre.

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