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A Pequena Reikiana

Um blog de uma reikiana em constante aprendizagem...

A Pequena Reikiana

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O Reiki e a religião

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Antes de mais, importa frisar. Reiki não tem nada a ver com religião. Rigorosamente nada. Mas como continua a haver muita confusão sobre este assunto penso ser importante esclarecer alguns pontos.

 

Apesar de o Reiki acabar por estar associado a culturas orientais, já que o seu fundador, Mikao Usui era japonês, o Reiki por si só é apenas uma técnica e, volto a repetir para não haver dúvidas, nada tem a ver com religião. Se alguém lhe falou em Reiki e o misturou com santos, religião, crenças ou algo do género, garanto-vos: não é Reiki.

 

Há alguns supostos "mestres" que fazem uma "curiosa" ligação entre o Reiki e o Cristianismo, aproveitando-se do facto de no Reiki se usar a imposição de mãos para levarem a crer as pessoas que era isso que Jesus fazia. Mas, a meu ver, isto apenas serve para atrair os cristãos para esta prática e nada mais que isso. Até porque o Cristianismo, na sua maioria, vê mal as terapias holísticas e, como tal, esta é uma forma de "contornar" isso.

 

Um terapeuta ou mestre de Reiki até pode ter a sua crença ou filosofia de vida mas não deve nunca deixar passar isso para o seu paciente. Até porque não há qualquer necessidade. Quando vamos ao médico, não perguntamos se ele é cristão, budista, testemunha de Jeová ou seja o que for. Simplesmente vamos. No Reiki passa-se exatamente o mesmo, ou pelo menos, deveria passar-se.

 

O Reiki não depende nem precisa de qualquer religião. E não é necessário que terapeuta ou cliente abandone as suas crenças para praticar ou receber Reiki porque a energia não "olha" a ideologias ou crenças. É simples energia que flui nos seres humanos e, no fundo, os seres humanos são todos iguais.

 

Vou-me focar mais no Cristianismo já que é a religião predominante em Portugal. Mas poderia falar de outras.

 

Há uns anos, houve alguma controvérsia por causa de um suposto texto de um espanhol que alegava que os símbolos de Reiki eram símbolos para atrair ou chamar demónios. Esse texto, que acabou por se espalhar pelo mundo e dar força aos que criticavam esta prática, acabou por cair no esquecimento e até o próprio Vaticano não se pronuncia atualmente claramente sobre o assunto, deixando os seus crentes escolherem o que pretendem fazer.

 

Aliás, nem vejo necessidade alguma de a Igreja Católica se pronunciar sobre o assunto, já que, volto a frisar, o Reiki não é uma religião nem invoca demónio (haja paciência...). Portanto, este acaba por ser um não assunto.

 

Pesquisei bastante sobre este assunto na internet para encontrar provas mais concretas do que a Igreja pensa sobre o Reiki. Mas, curiosamente, os textos que encontro já são um pouco antigos e bastante divergentes. Enquanto alguns padres, por todo o mundo, criticam veemente o Reiki, outros não lhe reconhecem qualquer problema e até são os próprios a aceitar e praticar, por vezes.

 

Isto faz-me pensar que quando houve o "boom" do Reiki pelo mundo a Igreja viu um problema nisso, mas, agora, não consegue encontrar formas plausíveis de o criticar.

 

O único texto recente, de junho deste ano, que encontrei foi de um comunicado de cinco bispos espanhóis que afirmam que “assistimos a proliferação de novas formas de espiritualidade” e que algumas "variedades de ioga, de zen ou de meditação oriental e outras propostas semelhantes de harmonização entre a meditação cristã e técnicas orientais ‘deverão ser continuamente escolhidas com um discernimento cuidadoso de conteúdos e métodos, a fim de evitar cair em um sincretismo prejudicial’”.

 

Contudo, e a meu ver um pouco contraditório, referem também que “o reiki, o xamanismo, o tarô e a clarividência, ou a nova era e similares são incompatíveis com a autêntica espiritualidade cristã, por isso é necessário distinguir claramente estas realidades de uma experiência cristã genuína”.

 

Pode ler o artigo completo aqui.

 

Em jeito de conclusão, e após pesquisar em diversos sites e blogs, não consigo encontrar qualquer texto decente onde haja fundamentos credíveis que impeçam a prática de Reiki a qualquer pessoa, seja qual for a sua religião. Isso só vem reforçar a minha opinião de que a decisão de experimentar ou praticar Reiki depende de cada um e apenas da sua consciência e que ninguém nos deve impedir de fazermos o que entendemos. Chama-se livre arbítrio.

 

As crises de cura no Reiki

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Já aqui abordei no blog alguns dos efeitos das chamadas crises de cura que ocorrem após uma sessão ou iniciação de Reiki. Mas dado que me tenho deparado com várias situações e questões que me colocam, vejo de extrema importância voltar a este assunto e desmistificar alguns pontos.

 

Quem nunca teve uma sessão de Reiki decide experimentar e nos dias seguintes sente-se mal. Qual é o primeiro pensamento? "Aquela sessão fez-me mal. Não volto a repetir". Isto é muito comum. Mas este é um erro crasso e tentarei explicar da melhor forma o porquê.

 

Antes de mais, o Reiki é apenas energia. É impossível para um terapeuta de Reiki "fazer mal" a uma pessoa. Quanto muito, se não estiver devidamente preparado, a sessão pode não ter efeito nenhum, ou efeito placebo, e a pessoa sente que lhe fez bem.

 

Mas há, de facto, casos em que as pessoas, após uma sessão de Reiki, se sentem com mais energia e mais animadas, com uma maior força para enfrentar a vida e os problemas. Mas nem sempre é assim. Normalmente isto acontece quando as pessoas estão minimamente bem e procuram apenas ajuda nalguma situação específica.

 

Contudo, nos dias que correm, o stress diário, a pressão no trabalho, os problemas pessoais, desgastam muito tanto o corpo físico como o corpo emocional da pessoa.

 

Daí existirem as crises de cura, que são mais comuns do que se pensa. Há imensos casos em que as pessoas relatam muito sono, dores de cabeça, dores de estômago, diarreia, aumento da vontade de urinar, aumento do suor, náuseas ou mesmo mal estar geral. Uma única sessão de Reiki pode também despoletar sentimentos antigos ou escondidos, pelo que crises de choro, ansiedade, irritabilidade ou tristeza sem motivo aparente são comuns.

 

Vejamos de outra forma. Se comermos muito, o nosso estômago vai reclamar. Se bebermos demais, sentimos os efeitos a seguir. O mesmo se passa com a energia transmitida no Reiki. Quanto mais o corpo se encontra bloqueado ou entoxicado mais as reacções das crises de cura se revelam.

 

Esses sintomas, que podem apenas uns dias ou mais - dependendo dos casos -, estão relatados e são muitos os pacientes que admitem ter sentido um ou mais. E nada mais significam que os excessos e más energias que circulam no nosso corpo a serem ser expelidos de uma forma natural.

 

Resumindo: uma sessão de Reiki obriga o organismo a reequilibrar-se, e pode dar origem a esses sintomas. Não se preocupe. Eles desaparecem.

 

Por tudo isto, há quem faça uma única sessão de Reiki e pense que teve o efeito contrário, quando, de facto, a cura está a acontecer, mas tem as suas consequências, por vezes. É preciso dar tempo ao tempo para que o corpo se habitue.

 

Deixo aqui uma pequena lista de alguns sintomas que podem aparecer após uma sessão ou iniciação de Reiki:

  • Aumento do suor, urina ou evacuações: isto apenas significa que o corpo está a libertar as toxinas e energias prejudiciais.
  • Diarreia, vómitos, náuseas, sintomas de febre ou gripe, dores de cabeça: o mesmo se aplica. É o corpo a libertar, de outras formas, o que nos é prejudicial.
  • Aumento da vontade de dormir ou necessidade de isolamento: por vezes, após uma sessão de Reiki ou iniciação o corpo precisa de repor-se. Isso pode ser pela necessidade de dormir mais ou de passar um tempo consigo próprio.
  • Dores gerais no corpo: podem ocorrer dores em locais já afetados anteriormente e que a energia considera ainda precisarem de melhorar.
  • Irritabilidade, tristeza, raiva, ansiedade ou choro: estes sintomas acontecem quando a cura é mais emocional que física. Os pensamentos, momentos passados e lembranças podem regressar sem nos darmos conta e levar-nos a estes estados emocionais.

 

Deixo também alguns conselhos para melhorar os sintomas das crises de cura:

  • Beber muita água;
  • Tentar descansar o máximo possível;
  • Ouvir boa música e distrair-se;
  • Para quem é iniciado, meditar é uma ótima solução assim como fazer autocuras mais regulares;
  • Reduzir o consumo de café;
  • Reduzir o consumo de carne vermelha;
  • Praticar exercício físico.

 

Espero ter ajudado e qualquer questão, coloquem nos comentários!

 

Porque às vezes é preciso relaxar

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Todos precisamos de um tempinho para nós próprios. Seja para dormir, ver a nossa série preferida ou simplesmente relaxar a mente.

 

Com o dia a dia stressante que a maioria da população vive raramente temos tempo para relaxar. Por isso, deixo aqui o desafio. Ouça uma música e relaxe. Deixe-se levar. Vai ver que vale a pena.

 

 

Os cursos de Reiki

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Apesar de este ser um tema complicado e complexo de abordar, que divide opiniões, acho importante falar um pouco sobre os cursos de Reiki que são dados em Portugal.

 

As terapias denominadas New Age, como o Reiki, estão na moda e, mais que isso, são cada vez mais procuradas e referenciadas. Contudo, tal como em qualquer serviço que é prestado a outrem, é necessária formação. Um mecânico precisa de saber o que está a fazer para arranjar um carro. Um psicólogo precisa de estudar para saber entender e ajudar o seu paciente. O mesmo se passa com as terapias New Age, e, neste caso específico, com o Reiki.

 

Existem, quase em cada esquina, centros ou pessoas que se prestam a dar cursos de Reiki de um dia ou de um fim-de-semana. Os valores, são quase idênticos aos cursos que têm a duração de um ou dois meses e que têm acompanhamento e avaliação mas, a meu ver, falta-lhes o mais importante: o acompanhamento.

 

Esta é a minha preocupação, e também indignação, confesso. Nada tenho contra os cursos de um dia ou dois, porque acredito que o Reiki é tão simples que, realmente, qualquer pessoa com a mínima vontade de aprender o consegue fazer. E acredito que quem os dá tenha a melhor das intenções e que inicie os seus "alunos" da melhor forma.

 

Mas depois surge o problema. E o acompanhamento?

 

Ao sermos iniciados no Reiki há várias transformações que acontecem, não só mentais como físicas também. Muitos dos que se iniciam procuram respostas, alternativas, e quando as encontram é normal que surjam questões. Muitas questões. E essas questões não são respondidas num dia.

 

Eu própria, quando me iniciei, tive imensas questões. Acredito que o meu mestre possa até ter achado que era um pouco chata, mas realmente eu queria sempre saber mais e quanto mais lia e me aprofundava sobre o Reiki, mais questões tinha.

 

E como eu, todos os que tiraram o curso comigo sentiram o mesmo. A cada aula, novas questões surgiam, novas perspetivas se abriam, novas descobertas se faziam. O que eu aprendi em cada um dos níveis de Reiki não pode, de forma alguma, ser aprendido num dia ou dois.

 

Agora pergunto: e os que têm apenas um dia ou um fim de semana de aprendizagem e saem de lá iniciados ou terapeutas de Reiki? Com certeza que terão muitas questões. E essas questões são respondidas por quem os iniciou, ou são os próprios que têm de procurar? Isto preocupa-me porque não sei até que ponto estaremos a formar terapeutas de Reiki credíveis.

 

Honestamente, não me preocupa muito quem tira os cursos de um dia ou de fim de semana de Nível I. Nesse nível, a aprendizagem é mais interior, para nós próprios, os chamados reikianos, e não prejudicamos ninguém se não tivermos todo o conhecimento necessário. Vai-se aprendendo e pesquisando, e (suponho) questionando quem iniciou.

 

Mas e o Nível II? Para quem não sabe, o Nível II de Reiki é onde se aprende a tratar os outros, onde se ensinam métodos, técnicas, símbolos, formas de ajudar o próximo e, por isso, é o nível a que corresponde o "título" de Terapeuta. Só quem tem este níve pode ser considerado um Terapeuta de Reiki.

 

Agora pergunto: pode um terapeuta de Reiki com um curso de um dia ou de um fim de semana comparar-se a um terapeuta que estudou durante meses, que frequentou aulas teóricas e práticas, que cumpriu um programa e que teve uma avaliação no final? Não me parece...

 

Já nem falo do Nível III, porque não quero acreditar que exista quem o dê num dia ou dois. Não quero acreditar. E se existir, prefiro nem saber.

 

Sei que este tema é controverso, e muitos podem levar a mal este texto. Peço perdão por isso. Mas tenho de expor a minha opinião. E a minha opinião, como conclusão, é a de que é urgente haver em Portugal uma regulamentação do Reiki para que estes casos não continuem a suceder-se e a prejudicar a credibilidade do Reiki.

 

Os benefícios do Reiki no tratamento de cancro

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No "mês rosa", mês internacional da prevenção do cancro da mama, considero importante salientar os benefícios do Reiki na ajuda ao tratamento do cancro não só da mama, mas de qualquer tipo. 

 

Antes de mais, é importante referir, e voltar a referir quantas vezes forem necessárias, que o Reiki por si só não cura o cancro. Há casos documentados em que tal associação foi feita mas até agora nada foi cientificamente comprovado pelo que não é, de todo, aconselhável ninguém afirmar que se curou de um cancro apenas com sessões de Reiki.

 

Contudo, está sim comprovado que o Reiki é bastante benéfico para ajudar nos sintomas que as pessoas com este tipo de doença sofrem, quer os provocados pela quimioterapia ou radioterapia, quer os provocados por momentos mais depressivos, consequência do próprio tratamento.

 

Alguns estudos apontam mesmo que a aplicação de Reiki a pacientes com cancro ajuda não só a minimizar os sintomas mas também melhora significativamente a sua qualidade de vida. Por exemplo, pesquisas realizadas no Hartford Hospital, no Connecticut, nos EUA, demonstraram que o Reiki melhorou em 86% o padrão de sono de alguns pacientes e que reduziu os níveis de dor e náusea na ordem dos 80 por cento.

 

Já outro estudo, realizado pela Universidade de Huddersfield, em Inglaterra, concluiu que o Reiki pode realmente melhorar a qualidade de vida dos doentes com cancro, reduzindo os níveis de ansiedade, depressão e fadiga, bem como libertação do sofrimento emocional e uma melhor relação com a doença.

 

De facto, um pouco por todo o mundo, vários hospitais analisam estes estudos e começam a adoptar esta terapêutica para complementar o tratamento de cancro em pacientes de todas as idades.

 

Em Portugal, o Hospital São João, no Porto, há alguns anos que aceitou esta terapia como um complemento no tratamento e outras instituições estão a seguir os mesmos passos, como é o caso da Liga Portuguesa Contra o Cancro ou da Associação de Luta Contra o Cancro do Intestino – Europacolon Portugal, que também já passou a fornecer aos seus associados a possibilidade de terem sessões de Reiki.

 

Aqui fica um resumo de alguns benefícios do Reiki em pacientes com cancro:

  • Alívio das dores;
  • Alívio das náuseas e mal-estar, efeitos secundários da quimioterapia;
  • Diminuição da ansiedade e depressão;
  • Redução de problemas de sono;
  • Melhoria da qualidade de vida.

 

Deixo também aqui um link com um testemunho de uma paciente oncológica que encontrou no Reiki uma forma de vencer a luta desigual contra esta doença.

O porquê de uma sessão não ser o suficiente

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Muitas pessoas procuram o Reiki e tomam a decisão de experimentar uma sessão. Contudo, raramente uma única sessão é suficiente para a pessoa se sentir melhor e tratar dos seus problemas, daí, por vezes, se dizer que o Reiki não funciona.

 

Pois não. Se tomarmos só um antibiótico a infecção também não passa. Se formos só uma vez ao psicólogo o nosso problema não vai desaparecer. No Reiki é igual.

 

Da mesma forma que alguém com uma doença tem de ir regularmente ao médico, também os pacientes que procuram o Reiki devem ter consultas regulares. Até porque a maioria da população que procura esta terapia complementar tem algum problema, seja físico ou mental.

 

Embora haja situações graves que exigem um esforço extra, quer por parte do paciente quer do terapeuta, em que são necessárias, por vezes, duas sessões por semana, o mais comum é uma sessão por semana ou de 15 em 15 dias. Apenas assim se pode ter a certeza se o Reiki está a ter os efeitos desejados ou não.

 

Há até casos de pessoas que só depois da terceira ou quarta sessão, independentemente do intervalo de tempo que passou, é que sentem verdadeiramente algo a mudar. Isto não quer dizer as primeiras sessões não tenham tido efeito, apenas significa que a pessoa não estava acostumada à energia e que o corpo levou o seu tempo próprio para aceitar esta nova energia revigorante.

 

E isto não é apenas divagar. Vários estudos comprovam que para algo ter efeito, seja o que for, o nosso corpo necessita de 21 dias para se habituar.

 

Vários neurocientistas já confirmaram. É possível alterar comportamentos e hábitos em 21 dias. O porquê de serem 21 dias, no mínimo, é algo inconclusivo mas uma pequena procura do Google sobre o tema verá que são muitos os que defendem esta teoria.

 

O primeiro a descobrir tal facto foi Maxwell Maltz, médico cirurgião que, na década de 50, descobriu um padrão interessante nos seus pacientes. Especialista em amputações e cirurgias plásticas, Maxwell Maltz notou nos seus pacientes um padrão: a grande maioria deles demorava, pelo menos, 21 dias a se acostumar com as mudanças.

 

Mais tarde, outros estudos foram feitos. A pesquisadora Phillippa Lally, da University College London, também se debruçou sobre o assunto e realizou um estudo com 96 pessoas por um período de 12 semanas para clarificar o tempo que demorava os hábitos a se formarem no indivíduo.

 

As conclusões a que chegou a pesquisadora foram de que os hábitos podem levar, em média, 66 dias para se formarem, dependo da situação. Entre os pacientes observados alguns demoraram 18 dias, outros 254 dias para mudarem hábitos, mais ou menos complicados.

 

Estes estudos comprovam, de facto, que é necessário um tempo para que o corpo se apercebeça das mudanças, e que não devemos desistir só porque não vemos resultados imediatos, seja no que for.

O medo do desconhecido

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Apesar de o Reiki ser cada vez mais falado e a maioria da população portuguesa já ter um conhecimento pelo menos básico do que é exatamente esta terapia complementar, ainda há muita gente que desconhece totalmente esta prática.

 

Seja por falta de informação ou medo do desconhecido, muitas pessoas até estariam dispostas a experimentar o Reiki mas falta-lhes a confiança e garantia que outras medicinas já possuem. Por isso mesmo, muitas ficam interessadas mas com receio do que possam encontrar.

 

Já aqui expliquei o que é o Reiki e quais os seus benefícios. Mas mesmo com a informação disponível, muitas pessoas continuam com receio de experimentar.

 

Eu compreendo. Eu própria tive receio que fosse algo em que não me sentisse confortável mas enfrentei os meus receios e dei o passo em frente. Experimentei.

 

Nem toda a gente se adapta. Eu, por exemplo, nunca me poderia adaptar à acupuntura já que fujo das agulhas a sete pés. Mas acredito que muita gente poderia beneficiar do bem-estar que o Reiki proporciona mas têm demasiado receio do desconhecido.

 

Como já dizia Einstein, "Tudo aquilo que o homem ignora não existe para ele". E para muita gente o Reiki continua a não existir nas suas vidas por medo do desconhecido.

 

A "verdade" é mutável. Durante anos, acredita-se que algo fazia bem. Depois, estudos vêm demonstrar o contrário. Então, porque duvidar do Reiki, ou de outras terapêuticas complementares? Até hoje, não são conhecidas contrapartidas ao Reiki. Pelo contrário, os seus benefícios são cada vez mais divulgados.

 

Dê o passo em frente e experimente. Descubra o potencial que apenas uma sessão lhe pode trazer e faça depois o seu próprio julgamento.

Afinal, o que é ser reikiano/a?

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Reikiano. No meu caso, reikiana. Uma palavra que já entrou no dicionário dos portugueses. Mas será que todos sabem o que significa?

 

Hoje em dia encontramos muitas pessoas que dizem com orgulho "sou reikiano"! Mas será que são mesmo? Será que o são no verdadeiro sentido da palavra?

 

Vejamos.

 

Ser reikiano implica ter, pelo menos, a iniciação no nível 1 de Reiki. Implica também aplicar e ter sempre presente os cinco princípios que regem esta filosofia de vida e que, de facto, são difíceis de cumprir à risca. Implica deixar de lado o ego e ter uma atenção redobrada com os outros e com o que nos rodeia. Implica uma ajuda ao próximo, seja ela remunerada ou não (esse é um assunto para outro dia...).

 

A definição geral de reikiano é alguém que tem formação em Reiki. Mas ser reikiano não é apenas ter um curso de Reiki. É saber aplicá-lo de uma forma correta, sem prejudicar ninguém nem se achar melhor que o outro.

 

Com um despertar acentuado da espiritualidade na sociedade atual, muitos vêm no Reiki uma forma fácil de entrar neste mundo espiritual mas o Reiki é mais que isso. Um reikiano é apenas um canal de energia, não um curandeiro ou alguém com poderes especiais.

 

A inúmera quantidade de cursos que existem por aí de Reiki, sejam eles de que tipo forem, fazem com que, qualquer dia, metade da população seja reikiana. O que seria ótimo, desde que fossem verdadeiros reikianos.

 

E digo verdadeiros no sentido literal da palavra. Porque, para mim, ser reikiana implica uma responsabilidade acrescida, e não apenas usar o termo para me vangloriar ou iludir quem seja. Isto, infelizmente, tem de ser dito.

 

Há muitos supostos "reikianos" que apenas tiraram o curso (alguns de um dia), acharam que isto seria um caminho fácil, e tentam enganar os outros sem terem a mínima noção do que estão a fazer. Chamam gente, prometem mil e uma coisas, misturam reiki com outras coisas que nada têm a ver, e descredibilizam o Reiki em si e os outros reikianos.

 

Nada tenho contra quem se inicia no Reiki para benefício próprio, seja para se ajudar a si próprio, seja para entender melhor algumas situações ou esta terapia. Nada contra, pelo contrário. Acho que se mais gente entendesse o que era o Reiki o mundo seria melhor.

 

Mas não consigo aceitar que esta palavra esteja a ser banalizada sem se compreender a verdadeira dimensão do que é aceitar ser reikiano. Aceitar ajudar o próximo, aceitar respeitar o próximo, aceitar, muitas vezes, dispender do seu tempo e energia em prol dos outros.

 

Sei que este texto provavelmente não irá ser do agrado de muita gente, mas era algo que tinha de partilhar. Porque, para mim, há muitos reikianos e reikianas por aí que são como as "beatas" da igreja, que vão à missa todos os domingos e rezam o terço muito concentradas, mas depois passam a semana a falar mal dos outros.

 

Desculpem o desabafo, mas tinha de ser. Sei que os verdadeiros reikianos me irão entender.

Como funciona uma sessão de Reiki

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Ainda há muitas dúvidas sobre como decorre uma sessão de Reiki. Já aqui abordei em que consiste o Reiki mas nunca é demais desmistificar e explicar de forma clara todos os passos de uma consulta de Reiki. 

 

Antes de mais, numa sessão de Reiki a pessoa a ser tratada não precisa de tirar a roupa. Apenas o calçado e objetos metálicos, como relógio, brincos ou pulseiras. Nada mais.

 

A sala onde decorre a sessão costuma estar com música relaxante e incenso, pelo que as pessoas mais sensíveis aos cheiros dos incensos devem avisar antecipadamente para que não haja qualquer constrangimento nem mal-estar durante o tratamento.

 

Previamente, há também uma pequena conversa para saber os motivos pelos quais decidiram optar pelo Reiki e o que esperam alcançar com a sessão (ou sessões). Isto ajuda o terapeuta ou mestre de Reiki a saber a intenção da pessoa a ser tratada, para se focar essencialmente nesse aspeto.

 

Depois, basta deitar-se na marquesa ou sentar-se na cadeira (dependendo dos casos), relaxar e deixar que o terapeuta ou mestre de Reiki faça o seu trabalho. Não precisa de dizer nem pensar nada, aliás, quanto mais relaxado mais irá sentir a energia a fluir.

 

Há até quem adormeça durante as sessões de Reiki. De facto, muitos pacientes, principalmente quem tem várias sessões de Reiki, aproveitam este momento para descontrairem do dia-a-dia stressado e tirarem uns momentos para eles próprios, aproveitando para relaxar a mente e o corpo.

 

Outras pessoas, podem sentir algum desconforto inicial, pois não estão habituadas ao fluxo de energia. Contudo, em quase 100 por cento dos casos, isso desaparece ao fim de alguns minutos, o suficiente para o corpo entender o que se passa.

 

 

Alguns fatores a ter em conta

Infelizmente, a sociedade em que vivemos está cada vez mais acelerada. Vivemos em constante stress, a correr do trabalho para casa e vice-versa, com problemas pessoais ou profissionais pelo meio e acabamos por sobreviver em vez de viver.

 

Isto faz com que muitos dos que procurem o Reiki estejam totalmente desequilibrados numa primeira sessão. E tal facto afeta, não só o terapeuta ou mestre de Reiki, como também o próprio paciente.

 

Por isso é que algumas pessoas falam das chamadas consequências ou crises de cura de uma sessão de Reiki.

 

Há casos em que as pessoas, após uma sessão de Reiki, se sentem com mais energia e mais animadas, com uma maior força para enfrentar a vida e os problemas.

 

Mas também há casos em que as pessoas sentem muito sono, dores de cabeça, dores de estômago, diarreia, aumento da vontade de urinar, náuseas ou mesmo mal estar geral. Uma única sessão de Reiki pode também despoletar sentimentos antigos ou escondidos, pelo que crises de choro, ansiedade, irritabilidade ou tristeza sem motivo aparente.

 

Esses sintomas, que podem durar um ou mais dias, estão relatados e são mais comuns do que se pensa. E nada mais significam que os excessos e más energias que circulam no nosso corpo estão a ser expelidos.

 

Da mesma forma que quando comemos demais o nosso estômago incha e ficamos "enfartados" o mesmo se passa com o nosso corpo. E uma sessão de Reiki obriga o organismo a reequilibrar-se, dando origem a esses sintomas.

 

Por tudo isto, há quem faça uma única sessão de Reiki e pense que teve o efeito contrário, quando, de facto, a cura está a acontecer, mas tem as suas consequências, por vezes.

 

O Reiki nos idosos

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Vários estudos apontam para os mesmos resultados. O Reiki é, de facto, benéfico na terceira idade. Talvez esta seja, até, a faixa etária que mais necessita de cuidados adicionais.

 

Alguns estudos afirmam mesmo que esta prática terapêutica "melhora de forma significativa as queixas de dor crónica, além de contribuir para o equilíbrio das necessidades físicas, mentais, emocionais e espirituais dos idosos".

 

Aliás, vários lares, centros de dia e mesmo a Cruz Vermelha já adoptaram o reiki como um complemento para as atividades semanais dos idosos, comprovando que, cada vez mais, esta prática abrange várias franjas da população.

 

Se observarmos os benefícios do Reiki, vemos que muitos deles se enquadram nos principais sintomas que afetam os idosos: dificuldade de mobilidade, doenças repentinas, ansiedade, distúrbios de sono ou depressão. O facto de muitos idosos ainda viverem sozinhos ou aos cuidados de terceiros, longe da família, acaba, muitas vezes, por potenciar alguns destes problemas.

 

O Reiki é uma das terapias complementares que pode ajudar nestes casos. Por exemplo, as pessoas com idade mais avançada têm maiores probabilidades de sofrerem de doenças crónicas, a principal talvez seja a artrite, e o Reiki pode ser realmente benéfico para aliviar a dor nas articulações.

 

Da mesma forma, alguns idosos passam longos períodos internados ou acamados, o que não só os fragiliza fisicamente como também mentalmente. Também nesta situação, o Reiki pode ser benéfico, ao aliviar dores físicas ou preparar para uma cirurgia, ou ajudar a recuperar de uma.

 

É um tema difícil de abordar, por tudo o que acarreta, mas até para preparar um idoso para a sua altura de deixar este mundo, o reiki pode ser benéfico, ao acalmar, suavizar ou até proporcionar uma passagem mais tranquila.

 

 

Mas como se pode aplicar Reiki a idosos?

Da mesma forma que a qualquer outra pessoa. Embora com um adulto seja mais fácil, por causa da mobilidade, não há qualquer impedimento para que um idoso não receba um tratamento de Reiki.

 

Subir para uma marquesa pode ser difícil para alguém que tem limitações de locomução. E muitos idosos não pensam, sequer, nesta terapia por isso mesmo. Mas tal facto não impede que se realize uma sessão de Reiki na mesma. Nesses casos, o tratamento pode, e deve, ser feito numa cadeira, com os mesmos efeitos (algumas vezes até potencializados).

 

Caso a pessoa esteja acamada, o Reiki pode ser feito na sua própria residência, ou à distância, com o consentimento do próprio ou de familiares, sempre.

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